Hoje mais cedo eu fiz um pequeno apelo no Twitter (aqui e aqui) e vou explicar o porquê.
Bem, quase ninguém tem conhecimento, mas eu mal estou andando com dores nas pernas. Não é só em uma, é nas duas mesmo. Isso tem me maltratado um bocado, porque tirou minha agilidade, tenho andado superdevagar e parecendo uma pata, com as pernas abertas.
Tenho feito alguns exercícios em casa e tomado remédios para cuidar dessa peculiaridade, mas acredito que ela só vá cessar com o passar da quimioterapia, que sequer foi realizada. Tudo a seu tempo, né?
Quem sou eu
Eu me chamo Lara Ferreira Rocha e tenho 25 anos. Sou dentista, paciente oncológica, e moro em Fortaleza. Tenho muita história pra contar...
Em agosto de 2008, fui diagnosticada com câncer no abdômen. Meu tipo é raro, um tumor desmoplásico. Como ele, eu sou rara também. Sou animada com a vida, tenho fé em Deus, sou engraçada, sorridente, feliz, simpática e tantas vezes ingênua.
Conto, aqui, algumas de minhas novidades, além de escrever o que penso, o que vejo, o que sinto.
Eu penso muito no amor, com certeza.
Espalhe todo bom sentimento por onde andar, ame você também! ❤
Em agosto de 2008, fui diagnosticada com câncer no abdômen. Meu tipo é raro, um tumor desmoplásico. Como ele, eu sou rara também. Sou animada com a vida, tenho fé em Deus, sou engraçada, sorridente, feliz, simpática e tantas vezes ingênua.
Conto, aqui, algumas de minhas novidades, além de escrever o que penso, o que vejo, o que sinto.
Eu penso muito no amor, com certeza.
Espalhe todo bom sentimento por onde andar, ame você também! ❤
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Presentinho
terça-feira, 7 de junho de 2011 amigos, barriga, campanha, Isabel, link, mamãe, pedido, Raquel, TwitterFamília linda
quarta-feira, 1 de junho de 2011 amor, Artur, Deus, família, feliz, Isabel, Jesus, Lana, mamãe, papai, vidaMinha família é a coisa mais linda do mundo. Não existe igual, e eu não poderia pedir outra melhor, juro por Deus. Sou mais do que agradecida.
Só vendo pra crer como eu também sou amada, porque tenho recebido todo o carinho e atenção possíveis. Inimaginável.
Não consigo enxergar em todos os lares tanta paixão e harmonia! É amor demais pro meu coraçãozinho!
Fico derretida... Deu pra ver, né?
Eu já dava valor à minha família há muito tempo, não é de agora, mas tem horas que não dá pra deixar de falar.
Meus dias estão sofridos. Olhe, pra eu falar issooo... Mas, aqui em casa, eu sou o centro das atenções. Todos os olhares estão sobre mim. Não fico sozinha ou desamparada em momento algum.
Sei que tem casas por aí que não teriam condições de me dar tanto apoio. Não por falta de querer, mas talvez por medo, por desespero, ou por opção mesmo.
Sorte que eu tenho várias irmãs. Se não tivesse, já seria diferente. Minha mãe sempre está disponível, deixa de realizar suas coisas para ficar ao meu lado. Meu pai faz de tudo para que nada me falte. Até quem eu pensei que não iria me ajudar, está feliz em fazê-lo.
Não é mesmo a coisa mais linda que Deus poderia me dar?
Leia mais >
Só vendo pra crer como eu também sou amada, porque tenho recebido todo o carinho e atenção possíveis. Inimaginável.
Não consigo enxergar em todos os lares tanta paixão e harmonia! É amor demais pro meu coraçãozinho!
Fico derretida... Deu pra ver, né?
Eu já dava valor à minha família há muito tempo, não é de agora, mas tem horas que não dá pra deixar de falar.
Meus dias estão sofridos. Olhe, pra eu falar issooo... Mas, aqui em casa, eu sou o centro das atenções. Todos os olhares estão sobre mim. Não fico sozinha ou desamparada em momento algum.
Sei que tem casas por aí que não teriam condições de me dar tanto apoio. Não por falta de querer, mas talvez por medo, por desespero, ou por opção mesmo.
Sorte que eu tenho várias irmãs. Se não tivesse, já seria diferente. Minha mãe sempre está disponível, deixa de realizar suas coisas para ficar ao meu lado. Meu pai faz de tudo para que nada me falte. Até quem eu pensei que não iria me ajudar, está feliz em fazê-lo.
Não é mesmo a coisa mais linda que Deus poderia me dar?
♥ ♥ ♥
Você faz e o outro melhora
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 amigos, amor, mamãe, menção, trabalhoNão faz muito tempo, numa conversa com uma das minhas tias e mamãe, o assunto, não sei o porquê, era o de como atitudes de A interferiam na vida de B.
Positiva ou negativamente.
A ou B podem ser quaisquer pessoas. A pode ser eu e B, você; ou vice-versa. Um ou outro, não importa. A questão aqui era de como vidas são afetadas por simples atitudes.
Positiva ou negativamente.
A ou B podem ser quaisquer pessoas. A pode ser eu e B, você; ou vice-versa. Um ou outro, não importa. A questão aqui era de como vidas são afetadas por simples atitudes.
"Quanto mais eu vivo, mais eu percebo o impacto da atitude na vida. Ela é mais importante que o passado, que a educação, que o dinheiro, que as circunstâncias, que os fracassos, que os sucessos, e do que as outras pessoas pensam, dizem, ou fazem."
(Chuck Swindoll)
(Chuck Swindoll)
Um dos exemplos que minha tia deu foi algo que eu fiz, e eu não tinha nem noção.
Enquanto eu estava na faculdade, a turma fazia visitas a unidades de saúde para a realização de atividades sociais. Eu sempre gostei disso, de ficar em contato com a comunidade e tentar transmitir informações úteis. (Apesar de que, preciso desabafar aqui: grande parte das pessoas não queriam ser ajudadas. Por quê? Ai, gente, eu não tenho condições psicológicas de ver quem precisa de ajuda se fazer de orgulhoso e não dar o braço a torcer.)
Enfim, numa dessas datas, encontrei um tio meu, que estava prestes a entrar no consultório médico.
Quando dei por terminada a minha tarefa, uma vez que as pessoas não prestavam atenção nas minhas palavras, fui lá conversar com ele. Perguntei o que ele fazia alí, dei-lhe um abraço, expliquei que estava com o pessoal da faculdade e desejei boa sorte.
Um ano depois... quando eu tô no meio dessa conversa em família, minha tia fala como eu mudei o meu tio.
Quando eu lhe abri um sorriso, ele pensou: "Eu tenho tudo, e essa menina, do jeito que tá, ainda está mais feliz que eu.
(Não tô aumentando a história, não. Foi assim mesmo.)
E quem disse que eu sonhava com isso?
Daí que eu lembro como realmente tudo pode mudar, dependendo da atitude do outro. Se você está bem, e vem alguém e lhe trata mal, você tende a ficar pra baixo. Fica naquele silêncio cortante.
Hoje eu levei um carão de uma colega de trabalho, por inventar de fazer procedimentos que não preciso realizar (por não receber propriamente por eles), e sei que, se eu não estivesse em um bom dia, tinha levado as palavras dela como uma intenção de me humilhar.
Hoje, ainda, um dos meus principais intrumentais de trabalho quebrou completamente. Pensei: "Como vou atender??"
Peguei emprestado de outra colega da clínica. Daqui uns instantes, vem a auxiliar me contar, em segredo, que a colega confessou à ela que não iria mais deixar o instrumental no consultório -- pra eu não usá-lo. Repito: se eu não estivesse em um bom dia, tinha levado as palavras dela como uma ofensa.
E olhe que eu já fui uma supermegabrutamontes-da-ignorância. Não porque eu queria, mas era o meu jeito. Falava as brutalidades sem pensar, nem via aquilo como um insulto, achava normal.
Normal é uma fruta, uma comida gostosa: ignorância nunca vai ser normal.
O amor foi me modelando aos poucos, mas eu sei que eu ainda não sou nem um milésimo do que eu posso ser.
Eu ainda fico puta da vida com muito da minha rotina, dos meus de casa, da mesmice -- e olhe que é onde mais precisamos ter paciência...
Mesmo assim, mais tarde, me deparei com uma alma caridosa que se ofereceu pra me emprestar, quando eu quisesse, esse bendito instrumental. E aí que meu dia melhorou, né? :)
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Enquanto eu estava na faculdade, a turma fazia visitas a unidades de saúde para a realização de atividades sociais. Eu sempre gostei disso, de ficar em contato com a comunidade e tentar transmitir informações úteis. (Apesar de que, preciso desabafar aqui: grande parte das pessoas não queriam ser ajudadas. Por quê? Ai, gente, eu não tenho condições psicológicas de ver quem precisa de ajuda se fazer de orgulhoso e não dar o braço a torcer.)
Enfim, numa dessas datas, encontrei um tio meu, que estava prestes a entrar no consultório médico.
Quando dei por terminada a minha tarefa, uma vez que as pessoas não prestavam atenção nas minhas palavras, fui lá conversar com ele. Perguntei o que ele fazia alí, dei-lhe um abraço, expliquei que estava com o pessoal da faculdade e desejei boa sorte.
Um ano depois... quando eu tô no meio dessa conversa em família, minha tia fala como eu mudei o meu tio.
Quando eu lhe abri um sorriso, ele pensou: "Eu tenho tudo, e essa menina, do jeito que tá, ainda está mais feliz que eu.
(Não tô aumentando a história, não. Foi assim mesmo.)
E quem disse que eu sonhava com isso?
Daí que eu lembro como realmente tudo pode mudar, dependendo da atitude do outro. Se você está bem, e vem alguém e lhe trata mal, você tende a ficar pra baixo. Fica naquele silêncio cortante.
Hoje eu levei um carão de uma colega de trabalho, por inventar de fazer procedimentos que não preciso realizar (por não receber propriamente por eles), e sei que, se eu não estivesse em um bom dia, tinha levado as palavras dela como uma intenção de me humilhar.
Hoje, ainda, um dos meus principais intrumentais de trabalho quebrou completamente. Pensei: "Como vou atender??"
Peguei emprestado de outra colega da clínica. Daqui uns instantes, vem a auxiliar me contar, em segredo, que a colega confessou à ela que não iria mais deixar o instrumental no consultório -- pra eu não usá-lo. Repito: se eu não estivesse em um bom dia, tinha levado as palavras dela como uma ofensa.
E olhe que eu já fui uma supermegabrutamontes-da-ignorância. Não porque eu queria, mas era o meu jeito. Falava as brutalidades sem pensar, nem via aquilo como um insulto, achava normal.
Normal é uma fruta, uma comida gostosa: ignorância nunca vai ser normal.
O amor foi me modelando aos poucos, mas eu sei que eu ainda não sou nem um milésimo do que eu posso ser.
Eu ainda fico puta da vida com muito da minha rotina, dos meus de casa, da mesmice -- e olhe que é onde mais precisamos ter paciência...
Mesmo assim, mais tarde, me deparei com uma alma caridosa que se ofereceu pra me emprestar, quando eu quisesse, esse bendito instrumental. E aí que meu dia melhorou, né? :)
Remoção do catéter
sábado, 13 de novembro de 2010 Artur, cirurgia, mamãe, MKAcabei removendo o catéter na sexta-feira, dia 12, ao meio dia.
Cheguei ao hospital e pasmem, tinha arrumado meus documentos, mas esqueci a identidade e a carteira do plano de saúde em casa, muito lesada.
Eu estava calma e a cirurgia, imagino eu, foi tranquila também. Conversei um pouco com os médicos, já na sala cirúrgica, antes de tudo começar. Todos bem-humorados. Não havia porque se preocupar.
Na verdade, a anestesista pareceu um pouco incomodada com a bactéria que colonizou o catéter, mas eu estava sabendo do que se tratava e não dei muita bola ao ocorrido. Ele ia sair de mim em instantes, então tava ok.
A operação deve ter durado umas duas horas, no máximo. Lembro que fiquei um bom tempo na sala de recuperação, a maioria dormindo. Não senti nada.
Quando voltei para o quarto do hospital, mamãe e o namorado estavam à minha espera. Conversamos e fiquei vendo uns seriados no notebook, em posição desconfortável, tenho que admitir. Aí fiquei agoniada, que não tinha como mudar.
O sono foi-se embora, mas depois eu cansei. Queria ir logo pra casa, queria comer.
Desde a noite anterior eu não mastigava e mal havia bebido água. Nem água pode beber, eu nunca lembro disso. A sorte é que eu só tomei uns golinhos pros meus remédios do dia-a-dia.
Tava desejando um crepe e nem queria jantar no hospital, mas foi o jeito.
Recebi a alta às 18h e fui correndo direto pra cama.
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Cheguei ao hospital e pasmem, tinha arrumado meus documentos, mas esqueci a identidade e a carteira do plano de saúde em casa, muito lesada.
Eu estava calma e a cirurgia, imagino eu, foi tranquila também. Conversei um pouco com os médicos, já na sala cirúrgica, antes de tudo começar. Todos bem-humorados. Não havia porque se preocupar.
Na verdade, a anestesista pareceu um pouco incomodada com a bactéria que colonizou o catéter, mas eu estava sabendo do que se tratava e não dei muita bola ao ocorrido. Ele ia sair de mim em instantes, então tava ok.
A operação deve ter durado umas duas horas, no máximo. Lembro que fiquei um bom tempo na sala de recuperação, a maioria dormindo. Não senti nada.
Quando voltei para o quarto do hospital, mamãe e o namorado estavam à minha espera. Conversamos e fiquei vendo uns seriados no notebook, em posição desconfortável, tenho que admitir. Aí fiquei agoniada, que não tinha como mudar.
O sono foi-se embora, mas depois eu cansei. Queria ir logo pra casa, queria comer.
Desde a noite anterior eu não mastigava e mal havia bebido água. Nem água pode beber, eu nunca lembro disso. A sorte é que eu só tomei uns golinhos pros meus remédios do dia-a-dia.
Tava desejando um crepe e nem queria jantar no hospital, mas foi o jeito.
Recebi a alta às 18h e fui correndo direto pra cama.
Doidona
quinta-feira, 27 de maio de 2010 exame, febre, Lana, mamãe, MKGente, olha a loucura de ontem! Sei não, viu... Eu fiquei perturbadinha das ideias!
Tava tudo muito tranquilo até a tarde, fiz minhas coisas, não me senti cansada nem nada. Beleza.
Tomei um banho e saí para a aula do curso de TPD. Até dirigindo eu fui!
Cheguei no curso, falei com o pessoal de lá e fui em direção à sala de aula. Pronto, depois daí eu nem sei o que aconteceu, porque foi só eu ligar o ar-condicionado que eu comecei a tremer de frio.
Uma das minhas alunas foi perguntar se eu estava bem, porque meu lábio estava roxo. Além do lábio, minhas mãos também.
Foi estranho de verdade. Dei a aula mais rápida da história e voltei pra casa correndo, porque não tinha levado nenhum remédio comigo.
Vim o caminho todo rezando para aquilo acabar, porque eu estava batendo os queixos no maior calor.
Pra ter noção da pessoa muito doida, cheguei em casa e fiquei imaginando um carro que não está mais aqui há uns 2 meses. Buzinei pra tudo que foi gente mexer no portão, mas o portão não precisava ser tocado.
Sabe? Pois é, eu não sei também.
Entrei voando, liguei para o meu médico e tomei os remédios que ele me pediu, e ainda me mandei para a emergência.
Pra ter noção da pessoa muito doida, peguei um casaco da mamãe, teimei até dizer chega que era o da minha irmã, e vesti ele de um jeito que eu não sei nem explicar agora. A única coisa que eu sei é que eu fiz um casaco sem capuz ter capuz. Percebam a garota...
Graças a Deus, mamãe e eu fomos ao hospital e entrei direto pra dentro da emergência, sem pegar fila nem nada. O frio acabou, mas eu estava superagitada.
Na verdade, a febre não havia passado. Às vezes isso acontece comigo: mesmo sem estar quente ou ter frio, estou com a temperatura elevada ou tenho calafrios e a temperatura está baixa.
Verdade mais ainda: a febre havia aumentado e o termômetro estava marcando 40ºC. Os enfermeiros nem acreditaram, tiveram que medir três vezes para, enfim, darem-se por satisfeitos.
Colhi exames de sangue e urina e bati uma radiografia, para ver se estava com algum problema no pulmão. Tudo ok. Nenhuma explicação para a febre alta.
Pelo menos, hoje descansei e está tudo legal.
Beijão!!
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Tava tudo muito tranquilo até a tarde, fiz minhas coisas, não me senti cansada nem nada. Beleza.
Tomei um banho e saí para a aula do curso de TPD. Até dirigindo eu fui!
Cheguei no curso, falei com o pessoal de lá e fui em direção à sala de aula. Pronto, depois daí eu nem sei o que aconteceu, porque foi só eu ligar o ar-condicionado que eu comecei a tremer de frio.
Uma das minhas alunas foi perguntar se eu estava bem, porque meu lábio estava roxo. Além do lábio, minhas mãos também.
Foi estranho de verdade. Dei a aula mais rápida da história e voltei pra casa correndo, porque não tinha levado nenhum remédio comigo.
Vim o caminho todo rezando para aquilo acabar, porque eu estava batendo os queixos no maior calor.
Pra ter noção da pessoa muito doida, cheguei em casa e fiquei imaginando um carro que não está mais aqui há uns 2 meses. Buzinei pra tudo que foi gente mexer no portão, mas o portão não precisava ser tocado.
Sabe? Pois é, eu não sei também.
Entrei voando, liguei para o meu médico e tomei os remédios que ele me pediu, e ainda me mandei para a emergência.
Pra ter noção da pessoa muito doida, peguei um casaco da mamãe, teimei até dizer chega que era o da minha irmã, e vesti ele de um jeito que eu não sei nem explicar agora. A única coisa que eu sei é que eu fiz um casaco sem capuz ter capuz. Percebam a garota...
Graças a Deus, mamãe e eu fomos ao hospital e entrei direto pra dentro da emergência, sem pegar fila nem nada. O frio acabou, mas eu estava superagitada.
Na verdade, a febre não havia passado. Às vezes isso acontece comigo: mesmo sem estar quente ou ter frio, estou com a temperatura elevada ou tenho calafrios e a temperatura está baixa.
Verdade mais ainda: a febre havia aumentado e o termômetro estava marcando 40ºC. Os enfermeiros nem acreditaram, tiveram que medir três vezes para, enfim, darem-se por satisfeitos.
Colhi exames de sangue e urina e bati uma radiografia, para ver se estava com algum problema no pulmão. Tudo ok. Nenhuma explicação para a febre alta.
Pelo menos, hoje descansei e está tudo legal.
Beijão!!
Avelós
terça-feira, 2 de março de 2010 avelós, link, mamãeVárias das milhões de pessoas que já conversaram comigo sobre o câncer vêm com uma receita infalível pra eu ficar boa: come isso, come aquilo, bebe aquilo outro... e por aí vai.
Não vou mentir que já tomei alguns, recusei outros tantos, mas esse eu resolvi tentar.
Você já ouvir falar sobre a avelós?
De acordo com o impresso (que notem, já é distribuído desde 1997 -- tem mais de dez anos!) e com o Wikipédia, a avelós é uma planta originária da África, mas foi plantada aqui no Nordeste e deu resultado.
Ela é tóxica e capaz de cegar, mas utilizada medicinalmente, pode curar o câncer.(!!!)
Eu havia feito o pedido do xarope ao Centro Espírita Herculano Pires, no Pernambuco, no começo do ano.
Chegou na quinta-feira passada. Eu fiquei meio na dúvida se começava logo a tomar, porque esperava um provável probleminha intestinal. Sim, porque o que parece combater o câncer resulta em diarréia, é incrível.
Enfim, apesar do medo, não me deu nada. E pasme!, não tem gosto! Fiquei impressionada com isso, não vou mentir. E olhe que eu sinto gosto de tudo o que experimento, e sempre acho tudo horrível.
É preciso tomar a avelós três vezes ao dia, junto com as principais refeições. Não é difícil de jeito nenhum, só é preciso se condicionar e não esquecer.
Estou crendo nesse remédio natural. Realmente entento que ele melhora a saúde como um todo.
Como diz a minha mãe, pra ficar boa, a gente come até pedra.
Para receber a avelós, é preciso mandar uma mensagem ou ligar para o Centro Espírita Herculano Pires e contar o que acontece.
Eles mandam três pequenas garrafas com o líquido e uns textos com explicações sobre o produto.
Demorou para chegar aqui em Fortaleza pouco mais de um mês. Acredito que a demora seja porque eles mandam por correio normal.
Ah, e não cobram por isso. Você manda uma ajuda depois, se quiser. Mas quer, né? :)
Boa sorte para nós!
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Não vou mentir que já tomei alguns, recusei outros tantos, mas esse eu resolvi tentar.
Você já ouvir falar sobre a avelós?
De acordo com o impresso (que notem, já é distribuído desde 1997 -- tem mais de dez anos!) e com o Wikipédia, a avelós é uma planta originária da África, mas foi plantada aqui no Nordeste e deu resultado.
Ela é tóxica e capaz de cegar, mas utilizada medicinalmente, pode curar o câncer.(!!!)
Eu havia feito o pedido do xarope ao Centro Espírita Herculano Pires, no Pernambuco, no começo do ano.
Chegou na quinta-feira passada. Eu fiquei meio na dúvida se começava logo a tomar, porque esperava um provável probleminha intestinal. Sim, porque o que parece combater o câncer resulta em diarréia, é incrível.
Enfim, apesar do medo, não me deu nada. E pasme!, não tem gosto! Fiquei impressionada com isso, não vou mentir. E olhe que eu sinto gosto de tudo o que experimento, e sempre acho tudo horrível.
É preciso tomar a avelós três vezes ao dia, junto com as principais refeições. Não é difícil de jeito nenhum, só é preciso se condicionar e não esquecer.
Estou crendo nesse remédio natural. Realmente entento que ele melhora a saúde como um todo.
Como diz a minha mãe, pra ficar boa, a gente come até pedra.
Para receber a avelós, é preciso mandar uma mensagem ou ligar para o Centro Espírita Herculano Pires e contar o que acontece.
Eles mandam três pequenas garrafas com o líquido e uns textos com explicações sobre o produto.
Demorou para chegar aqui em Fortaleza pouco mais de um mês. Acredito que a demora seja porque eles mandam por correio normal.
Ah, e não cobram por isso. Você manda uma ajuda depois, se quiser. Mas quer, né? :)
Boa sorte para nós!
Voltei pra minha terrinha
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 blog, câncer, Deus, feliz, mamãe, menção, quimioterapia, tratamento, viagemVoltei para a minha terrinha, estou em casa desde domingo.
Ontem mesmo, na segunda-feira, já recomecei a quimioterapia. Estou na 20ª quimioterapia!! Passa rápido, hein?
Conheci, para variar um pouco, na sala de espera do consultório, uma mulher que também está em tratamento. Começamos a conversar nem lembro o motivo. Muitas pessoas vêm falar comigo achando estranho, por eu ser tão nova e estar doente. Deve ter sido por isso também...
Enfim, ficamos alí falando de Deus, de fé, de animação na vida.
E hoje não é que ela me aparece lá de novo e vem contar pra mamãe que se achava muito alto astral, mas tinha lido o blog e percebeu que eu sou muito mais que ela.
Achei engraçado, porque eu nem comentei do blog na nossa conversa. E nem me acho tão supermega-alto-astral assim. A verdade é que eu fico feliz só de estar viva, de conseguir fazer o que quero (porque é preciso ter força de vontade), de ir atrás das minhas realizações e, novamente, de ter Deus do meu lado.
Não adianta murmurar o tempo todo nem desanimar. Se ficarmos assim, quem poderá mudar nossa cabeça?
Como diria o pensador Séneca, "É parte da cura o desejo de ser curado".
Beijos, queridos! Obrigada pelo apoio. :)
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Ontem mesmo, na segunda-feira, já recomecei a quimioterapia. Estou na 20ª quimioterapia!! Passa rápido, hein?
Conheci, para variar um pouco, na sala de espera do consultório, uma mulher que também está em tratamento. Começamos a conversar nem lembro o motivo. Muitas pessoas vêm falar comigo achando estranho, por eu ser tão nova e estar doente. Deve ter sido por isso também...
Enfim, ficamos alí falando de Deus, de fé, de animação na vida.
E hoje não é que ela me aparece lá de novo e vem contar pra mamãe que se achava muito alto astral, mas tinha lido o blog e percebeu que eu sou muito mais que ela.
Achei engraçado, porque eu nem comentei do blog na nossa conversa. E nem me acho tão supermega-alto-astral assim. A verdade é que eu fico feliz só de estar viva, de conseguir fazer o que quero (porque é preciso ter força de vontade), de ir atrás das minhas realizações e, novamente, de ter Deus do meu lado.
Não adianta murmurar o tempo todo nem desanimar. Se ficarmos assim, quem poderá mudar nossa cabeça?
Como diria o pensador Séneca, "É parte da cura o desejo de ser curado".
Beijos, queridos! Obrigada pelo apoio. :)
PET, aqui os seus resultados
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010 exame, feliz, HSL, link, mamãe, melhora, PET-scan, plano de saúde, quimioterapia, tratamento, vidaAh, cheguei em casa cedo da noite, o que é muito raro aqui em São Paulo. Hoje eu tenho tempo para escrever tudinho.
Vamos por partes: essa foi a viagem que me deixou mais serena possível. Não fiquei nervosa com a tensão pré-viagem e não me incomodei com o exame. Não posso negar que, minutos antes de chegar ao hospital Sírio Libanês para a consulta, comecei a ficar ansiosa. Aquele frio na barriga que me persegue...
Toda vida que entro por aquela porta do consultório, já me preparo para prestar atenção até nas palavras em inglês que o médico repete. Tinha até preparado o gravador, pois é só eu entrar no banheiro para vestir a bata, que ele abre a matraca e eu perco o começo das considerações.
Dessa vez ele saiu do rumo de sempre, porque foi interrompido por uma pergunta da mamãe: "E aí, o que foi que aconteceu?", e ele respondeu de imediato.
O PET nãos mostrou mudanças significativas. Na minha cabeça, só isso já era uma maravilha, pois nos últimos tratamentos, acontecia de um tumor fugir da droga e ir se instalar em outro local. Aí, pluft!, lá vinha aquele brilho no pulmão, perto do intestino... Ninguém merece!
Ok, voltando: então ele me explicou o porquê da melhora. Agora vou tentar explicar pra vocês também, combinado?
Não recordo se escrevi alguma vez isso -- acabo ficando repetitiva --, mas o PET expõe, através de imagens luminosas, que se destacam do preto e do branco, as áreas onde há atividades metabólicas intensas (entenda-se tumores).
Dito isso, não houve praticamente nenhuma alteração, se formos comparar o exame de outubro de 2009 e o desse mês. Mas por quê, enfim, melhorou?
Melhorou porque meu tipo de tumor, devido à alta agressividade, se espalha em questão de dias, se não tratado... E eu passei exatamente 45 dias sem receber remédio algum entre eles.
Eu só faço o PET depois de três semanas cessada a quimioterapia. Soma aí mais três semanas que eu passei, em outubro, sem fazer a quimioterapia, pois o plano de saúde não a liberou antes. E agora mais três semanas, novamente, antes do PET. Uau, um mês e meio!
Até eu me espantei.
Assim, eu estou bem feliz. Independente do que acontece ou do que for acontecer, eu acredito, de verdade, que tenho que receber os dias como os melhores possíveis, simplesmente por estar viva, porque não é fácil...
Mas também não é difícil. É a vida.
Algumas coisas são adiadas, outras são interrompidas, e o restante é realizado, pois ela -- a vida -- continua... fervorosa e esperançosa.
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Vamos por partes: essa foi a viagem que me deixou mais serena possível. Não fiquei nervosa com a tensão pré-viagem e não me incomodei com o exame. Não posso negar que, minutos antes de chegar ao hospital Sírio Libanês para a consulta, comecei a ficar ansiosa. Aquele frio na barriga que me persegue...
Toda vida que entro por aquela porta do consultório, já me preparo para prestar atenção até nas palavras em inglês que o médico repete. Tinha até preparado o gravador, pois é só eu entrar no banheiro para vestir a bata, que ele abre a matraca e eu perco o começo das considerações.
Dessa vez ele saiu do rumo de sempre, porque foi interrompido por uma pergunta da mamãe: "E aí, o que foi que aconteceu?", e ele respondeu de imediato.
O PET nãos mostrou mudanças significativas. Na minha cabeça, só isso já era uma maravilha, pois nos últimos tratamentos, acontecia de um tumor fugir da droga e ir se instalar em outro local. Aí, pluft!, lá vinha aquele brilho no pulmão, perto do intestino... Ninguém merece!
Ok, voltando: então ele me explicou o porquê da melhora. Agora vou tentar explicar pra vocês também, combinado?
Não recordo se escrevi alguma vez isso -- acabo ficando repetitiva --, mas o PET expõe, através de imagens luminosas, que se destacam do preto e do branco, as áreas onde há atividades metabólicas intensas (entenda-se tumores).
Dito isso, não houve praticamente nenhuma alteração, se formos comparar o exame de outubro de 2009 e o desse mês. Mas por quê, enfim, melhorou?
Melhorou porque meu tipo de tumor, devido à alta agressividade, se espalha em questão de dias, se não tratado... E eu passei exatamente 45 dias sem receber remédio algum entre eles.
Eu só faço o PET depois de três semanas cessada a quimioterapia. Soma aí mais três semanas que eu passei, em outubro, sem fazer a quimioterapia, pois o plano de saúde não a liberou antes. E agora mais três semanas, novamente, antes do PET. Uau, um mês e meio!
Até eu me espantei.
Assim, eu estou bem feliz. Independente do que acontece ou do que for acontecer, eu acredito, de verdade, que tenho que receber os dias como os melhores possíveis, simplesmente por estar viva, porque não é fácil...
Mas também não é difícil. É a vida.
Algumas coisas são adiadas, outras são interrompidas, e o restante é realizado, pois ela -- a vida -- continua... fervorosa e esperançosa.
Missa
sexta-feira, 25 de setembro de 2009 amor, Deus, Jesus, link, mamãe, vida, vídeoEu comecei a semana com uma grande vontade de ir à missa. É, de ouvir as musiquinhas, cantar, comungar: tenho gostado muito.
Quinta-feira surgiu uma oportunidade. Não tão boa, porque era uma missa de 7º dia, mas necessária.
Para variar, foi linda! O repertório foi escolhido a dedo, pegaram as que mais gosto.
Fico encantada com as músicas. Elas nos levam longe! Realmente me sinto mais perto de Deus, sabia?
No comecinho do tratamento mesmo, estava aqui em casa recebendo visitas, e alguém lembrou de uma missa de comemoração que iria ser celebrada no hospital onde normalmente faço o meu tratamento.
Eu ainda estava fraquinha, só o osso de tão magra, e estava andando de cadeira de rodas. Não tinha coragem pra quase nada, mas naquele dia eu pensei: "Vamos!"
A missa começou no horário e foi difícil encontrar lugar pra sentar no meio de tantas cadeiras ocupadas.
Pertinho dos meus queridos, folheei o missal, procurando saber o que eu iria ouvir. De cara, achei a letra de "Noites traiçoeiras" tudo a ver comigo, com o que estava acontecendo!
Quando o músico começou a cantá-la, a emoção era tanta que eu mal parava de chorar. Olhava para o lado e via mamãe caindo em lágrimas também. Era nosso momento.
E foi um momento forte, de fé imensa, que eu jamais esquecerei.
Olha, eu acho que nunca senti, tão forte, o amor de Deus como senti aquele dia. Parecia que eu estava, sei lá, não dá nem para explicar! A sensação é mesmo de amor infinito te enchendo o peito.
Quinta-feira surgiu uma oportunidade. Não tão boa, porque era uma missa de 7º dia, mas necessária.
Para variar, foi linda! O repertório foi escolhido a dedo, pegaram as que mais gosto.
Fico encantada com as músicas. Elas nos levam longe! Realmente me sinto mais perto de Deus, sabia?
No comecinho do tratamento mesmo, estava aqui em casa recebendo visitas, e alguém lembrou de uma missa de comemoração que iria ser celebrada no hospital onde normalmente faço o meu tratamento.
Eu ainda estava fraquinha, só o osso de tão magra, e estava andando de cadeira de rodas. Não tinha coragem pra quase nada, mas naquele dia eu pensei: "Vamos!"
A missa começou no horário e foi difícil encontrar lugar pra sentar no meio de tantas cadeiras ocupadas.
Pertinho dos meus queridos, folheei o missal, procurando saber o que eu iria ouvir. De cara, achei a letra de "Noites traiçoeiras" tudo a ver comigo, com o que estava acontecendo!
Quando o músico começou a cantá-la, a emoção era tanta que eu mal parava de chorar. Olhava para o lado e via mamãe caindo em lágrimas também. Era nosso momento.
E foi um momento forte, de fé imensa, que eu jamais esquecerei.
Olha, eu acho que nunca senti, tão forte, o amor de Deus como senti aquele dia. Parecia que eu estava, sei lá, não dá nem para explicar! A sensação é mesmo de amor infinito te enchendo o peito.
Canta comigo: E ainda se vier noite traiçoeira, se a cruz pesada for, Cristo estará contigo... O mundo pode até fazer você chorar, mas Deus te quer sorrindo!
D16S12
terça-feira, 23 de junho de 2009 amor, aniversário, blog, cirurgia espiritual, Deus, Evangelho, feliz, foto, Jesus, mamãe, pensando, vidaEstou alegre, só me sentindo bem.
Sabe que semana que vem já é a próxima e última quimioterapia, se Deus quiser?
Mudei o blog e me apaixonei por esse design.
Pensei um pouco ontem à noite, sobre o que me acontece. São muito frequentes esses pensamentos... :)
Mas uma coisa que me veio à mente foi que eu não posso negar o câncer, nem tudo o que aprendi por causa dele. Com ele, aprendi a amar a Deus sobre todas as coisas. O amor de Deus ganha do amor material, do amor aos outros, do amor à mim mesma.
Talvez, e muito provavelmente, sem essa prova, eu continuaria a ser a mesma cristã que fui até um tempo atrás, menos crente e esperançosa.
Domingo eu acordei cedinho e fui pro centro espírita onde faço as cirurgias espirituais. (Não vou entrar em mais detalhes, porque alguns não acreditam nisso. Eu acredito e tenho muita fé.)
Antes de entrar na salinha isolada, onde a "cirurgia" realmente é feita, ficamos em uma sala maior, onde toca, sem parar, músicas que remetem a Jesus, a Deus, e a essas maravilhas todas. É um clima legal.
Como é de se imaginar, eu -- e acho que todos que estão ali -- fico em oração desde antes de chegar, pra estar bem receptiva. Nas diferentes salas isoladas, ficam os médiuns e os ajudantes, como se fossem os médicos e enfermeiros da ocasião.
Quem faz mais de uma cirurgia espiritual, vai pro mesmo médium todo retorno, pra ele fazer um acompanhamento. Ao entrar na salinha, minha médium -- incorporada -- me recebeu com um: "Eu estava só lhe esperando." E completou: "Hoje eu só vou ver como você está."
Me virou e desvirou, observando todo o meu corpo, e disse: "Você está ótima, não precisa mais de cirurgia, nem precisa de energia."
Em outros tempos, eu choraria ali na hora, mas já estou mais calma, porque é nisso que eu acredito cada dia mais.
Depois de um ano, estou tendo férias e podendo aproveitar. Quero e pretendo fazer tudo o que tenho pendente.
Minha primeira tarefa resultou num dia agitado, porque hoje é aniversário de mamãe, e fomos atrás de comprar enfeites e o necessário pra um jantar.
Fiquei muito feliz por mamãe ter se rendido aos nosso pedidos, está completando 50 anos e não queria comemorar!! Tínhamos que fazer isso.
Evangelho: "Pode-se ser caridoso mesmo com os parentes, com os amigos, sendo indulgentes uns para com os outros, em se perdoando as fraquesas, em tendo cuidado para não ferir o amor-próprio de ninguém. (...) No coração dos infelizes, o amor segue de bem perto o ódio."
Leia mais >
Sabe que semana que vem já é a próxima e última quimioterapia, se Deus quiser?
Mudei o blog e me apaixonei por esse design.
Pensei um pouco ontem à noite, sobre o que me acontece. São muito frequentes esses pensamentos... :)
Mas uma coisa que me veio à mente foi que eu não posso negar o câncer, nem tudo o que aprendi por causa dele. Com ele, aprendi a amar a Deus sobre todas as coisas. O amor de Deus ganha do amor material, do amor aos outros, do amor à mim mesma.
Talvez, e muito provavelmente, sem essa prova, eu continuaria a ser a mesma cristã que fui até um tempo atrás, menos crente e esperançosa.
Domingo eu acordei cedinho e fui pro centro espírita onde faço as cirurgias espirituais. (Não vou entrar em mais detalhes, porque alguns não acreditam nisso. Eu acredito e tenho muita fé.)
Antes de entrar na salinha isolada, onde a "cirurgia" realmente é feita, ficamos em uma sala maior, onde toca, sem parar, músicas que remetem a Jesus, a Deus, e a essas maravilhas todas. É um clima legal.
Como é de se imaginar, eu -- e acho que todos que estão ali -- fico em oração desde antes de chegar, pra estar bem receptiva. Nas diferentes salas isoladas, ficam os médiuns e os ajudantes, como se fossem os médicos e enfermeiros da ocasião.
Quem faz mais de uma cirurgia espiritual, vai pro mesmo médium todo retorno, pra ele fazer um acompanhamento. Ao entrar na salinha, minha médium -- incorporada -- me recebeu com um: "Eu estava só lhe esperando." E completou: "Hoje eu só vou ver como você está."
Me virou e desvirou, observando todo o meu corpo, e disse: "Você está ótima, não precisa mais de cirurgia, nem precisa de energia."
Em outros tempos, eu choraria ali na hora, mas já estou mais calma, porque é nisso que eu acredito cada dia mais.
Depois de um ano, estou tendo férias e podendo aproveitar. Quero e pretendo fazer tudo o que tenho pendente.
Minha primeira tarefa resultou num dia agitado, porque hoje é aniversário de mamãe, e fomos atrás de comprar enfeites e o necessário pra um jantar.
Fiquei muito feliz por mamãe ter se rendido aos nosso pedidos, está completando 50 anos e não queria comemorar!! Tínhamos que fazer isso.
Evangelho: "Pode-se ser caridoso mesmo com os parentes, com os amigos, sendo indulgentes uns para com os outros, em se perdoando as fraquesas, em tendo cuidado para não ferir o amor-próprio de ninguém. (...) No coração dos infelizes, o amor segue de bem perto o ódio."
Em São Paulo :)
quarta-feira, 29 de abril de 2009 Artur, feliz, Lana, mamãe, viagemMinha ansiedade era tanta que não consegui nem comer nada no café-da-manhã! Ô entusiasmo!
Chegamos um pouco tarde, porque o trânsito daqui é de lascar, viu! Chega eu fico nervosinha, é cada carro passando mais colado que o outro. Acho que não tenho condições de dirigir por aqui, vou ficar doida.
Viemos eu, mamãe, Laninha e Artur. Já acomodamos tudo e, apesar do soninho -- dormi nem 4 horas de hoje pra hoje --, tô querendo passear, né? Vamos concordar que aqui tem coisa demais a se fazer e conhecer!
Beijos, me liguem para mais informações :) Não tô pagando deslocamento (roaming)!
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Chegamos um pouco tarde, porque o trânsito daqui é de lascar, viu! Chega eu fico nervosinha, é cada carro passando mais colado que o outro. Acho que não tenho condições de dirigir por aqui, vou ficar doida.
Viemos eu, mamãe, Laninha e Artur. Já acomodamos tudo e, apesar do soninho -- dormi nem 4 horas de hoje pra hoje --, tô querendo passear, né? Vamos concordar que aqui tem coisa demais a se fazer e conhecer!
Beijos, me liguem para mais informações :) Não tô pagando deslocamento (roaming)!
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▪ Anticâncer: Prevenir e vencer usando nossas defesas naturais
▪ Você é mais forte do que o câncer
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