Hoje mais cedo eu fiz um pequeno apelo no Twitter (aqui e aqui) e vou explicar o porquê.
Bem, quase ninguém tem conhecimento, mas eu mal estou andando com dores nas pernas. Não é só em uma, é nas duas mesmo. Isso tem me maltratado um bocado, porque tirou minha agilidade, tenho andado superdevagar e parecendo uma pata, com as pernas abertas.
Tenho feito alguns exercícios em casa e tomado remédios para cuidar dessa peculiaridade, mas acredito que ela só vá cessar com o passar da quimioterapia, que sequer foi realizada. Tudo a seu tempo, né?
Quem sou eu
Eu me chamo Lara Ferreira Rocha e tenho 25 anos. Sou dentista, paciente oncológica, e moro em Fortaleza. Tenho muita história pra contar...
Em agosto de 2008, fui diagnosticada com câncer no abdômen. Meu tipo é raro, um tumor desmoplásico. Como ele, eu sou rara também. Sou animada com a vida, tenho fé em Deus, sou engraçada, sorridente, feliz, simpática e tantas vezes ingênua.
Conto, aqui, algumas de minhas novidades, além de escrever o que penso, o que vejo, o que sinto.
Eu penso muito no amor, com certeza.
Espalhe todo bom sentimento por onde andar, ame você também! ❤
Em agosto de 2008, fui diagnosticada com câncer no abdômen. Meu tipo é raro, um tumor desmoplásico. Como ele, eu sou rara também. Sou animada com a vida, tenho fé em Deus, sou engraçada, sorridente, feliz, simpática e tantas vezes ingênua.
Conto, aqui, algumas de minhas novidades, além de escrever o que penso, o que vejo, o que sinto.
Eu penso muito no amor, com certeza.
Espalhe todo bom sentimento por onde andar, ame você também! ❤
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Presentinho
terça-feira, 7 de junho de 2011 amigos, barriga, campanha, Isabel, link, mamãe, pedido, Raquel, TwitterVOLTEI PRA CASA
sábado, 21 de maio de 2011 amigos, famíliaGente, cheguei em casa. Não hoje, não ontem, mas na quinta-feira. Demorei a escrever porque ainda estou um pouco fraquinha.
Não tenho dormido o suficiente, infelizmente, mas a minha condição está cada vez melhor.
Voltei a quimioterapia na terça-feira, e próxima semana repetirei.
Leia mais >
Não tenho dormido o suficiente, infelizmente, mas a minha condição está cada vez melhor.
Voltei a quimioterapia na terça-feira, e próxima semana repetirei.
Você faz e o outro melhora
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 amigos, amor, mamãe, menção, trabalhoNão faz muito tempo, numa conversa com uma das minhas tias e mamãe, o assunto, não sei o porquê, era o de como atitudes de A interferiam na vida de B.
Positiva ou negativamente.
A ou B podem ser quaisquer pessoas. A pode ser eu e B, você; ou vice-versa. Um ou outro, não importa. A questão aqui era de como vidas são afetadas por simples atitudes.
Positiva ou negativamente.
A ou B podem ser quaisquer pessoas. A pode ser eu e B, você; ou vice-versa. Um ou outro, não importa. A questão aqui era de como vidas são afetadas por simples atitudes.
"Quanto mais eu vivo, mais eu percebo o impacto da atitude na vida. Ela é mais importante que o passado, que a educação, que o dinheiro, que as circunstâncias, que os fracassos, que os sucessos, e do que as outras pessoas pensam, dizem, ou fazem."
(Chuck Swindoll)
(Chuck Swindoll)
Um dos exemplos que minha tia deu foi algo que eu fiz, e eu não tinha nem noção.
Enquanto eu estava na faculdade, a turma fazia visitas a unidades de saúde para a realização de atividades sociais. Eu sempre gostei disso, de ficar em contato com a comunidade e tentar transmitir informações úteis. (Apesar de que, preciso desabafar aqui: grande parte das pessoas não queriam ser ajudadas. Por quê? Ai, gente, eu não tenho condições psicológicas de ver quem precisa de ajuda se fazer de orgulhoso e não dar o braço a torcer.)
Enfim, numa dessas datas, encontrei um tio meu, que estava prestes a entrar no consultório médico.
Quando dei por terminada a minha tarefa, uma vez que as pessoas não prestavam atenção nas minhas palavras, fui lá conversar com ele. Perguntei o que ele fazia alí, dei-lhe um abraço, expliquei que estava com o pessoal da faculdade e desejei boa sorte.
Um ano depois... quando eu tô no meio dessa conversa em família, minha tia fala como eu mudei o meu tio.
Quando eu lhe abri um sorriso, ele pensou: "Eu tenho tudo, e essa menina, do jeito que tá, ainda está mais feliz que eu.
(Não tô aumentando a história, não. Foi assim mesmo.)
E quem disse que eu sonhava com isso?
Daí que eu lembro como realmente tudo pode mudar, dependendo da atitude do outro. Se você está bem, e vem alguém e lhe trata mal, você tende a ficar pra baixo. Fica naquele silêncio cortante.
Hoje eu levei um carão de uma colega de trabalho, por inventar de fazer procedimentos que não preciso realizar (por não receber propriamente por eles), e sei que, se eu não estivesse em um bom dia, tinha levado as palavras dela como uma intenção de me humilhar.
Hoje, ainda, um dos meus principais intrumentais de trabalho quebrou completamente. Pensei: "Como vou atender??"
Peguei emprestado de outra colega da clínica. Daqui uns instantes, vem a auxiliar me contar, em segredo, que a colega confessou à ela que não iria mais deixar o instrumental no consultório -- pra eu não usá-lo. Repito: se eu não estivesse em um bom dia, tinha levado as palavras dela como uma ofensa.
E olhe que eu já fui uma supermegabrutamontes-da-ignorância. Não porque eu queria, mas era o meu jeito. Falava as brutalidades sem pensar, nem via aquilo como um insulto, achava normal.
Normal é uma fruta, uma comida gostosa: ignorância nunca vai ser normal.
O amor foi me modelando aos poucos, mas eu sei que eu ainda não sou nem um milésimo do que eu posso ser.
Eu ainda fico puta da vida com muito da minha rotina, dos meus de casa, da mesmice -- e olhe que é onde mais precisamos ter paciência...
Mesmo assim, mais tarde, me deparei com uma alma caridosa que se ofereceu pra me emprestar, quando eu quisesse, esse bendito instrumental. E aí que meu dia melhorou, né? :)
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Enquanto eu estava na faculdade, a turma fazia visitas a unidades de saúde para a realização de atividades sociais. Eu sempre gostei disso, de ficar em contato com a comunidade e tentar transmitir informações úteis. (Apesar de que, preciso desabafar aqui: grande parte das pessoas não queriam ser ajudadas. Por quê? Ai, gente, eu não tenho condições psicológicas de ver quem precisa de ajuda se fazer de orgulhoso e não dar o braço a torcer.)
Enfim, numa dessas datas, encontrei um tio meu, que estava prestes a entrar no consultório médico.
Quando dei por terminada a minha tarefa, uma vez que as pessoas não prestavam atenção nas minhas palavras, fui lá conversar com ele. Perguntei o que ele fazia alí, dei-lhe um abraço, expliquei que estava com o pessoal da faculdade e desejei boa sorte.
Um ano depois... quando eu tô no meio dessa conversa em família, minha tia fala como eu mudei o meu tio.
Quando eu lhe abri um sorriso, ele pensou: "Eu tenho tudo, e essa menina, do jeito que tá, ainda está mais feliz que eu.
(Não tô aumentando a história, não. Foi assim mesmo.)
E quem disse que eu sonhava com isso?
Daí que eu lembro como realmente tudo pode mudar, dependendo da atitude do outro. Se você está bem, e vem alguém e lhe trata mal, você tende a ficar pra baixo. Fica naquele silêncio cortante.
Hoje eu levei um carão de uma colega de trabalho, por inventar de fazer procedimentos que não preciso realizar (por não receber propriamente por eles), e sei que, se eu não estivesse em um bom dia, tinha levado as palavras dela como uma intenção de me humilhar.
Hoje, ainda, um dos meus principais intrumentais de trabalho quebrou completamente. Pensei: "Como vou atender??"
Peguei emprestado de outra colega da clínica. Daqui uns instantes, vem a auxiliar me contar, em segredo, que a colega confessou à ela que não iria mais deixar o instrumental no consultório -- pra eu não usá-lo. Repito: se eu não estivesse em um bom dia, tinha levado as palavras dela como uma ofensa.
E olhe que eu já fui uma supermegabrutamontes-da-ignorância. Não porque eu queria, mas era o meu jeito. Falava as brutalidades sem pensar, nem via aquilo como um insulto, achava normal.
Normal é uma fruta, uma comida gostosa: ignorância nunca vai ser normal.
O amor foi me modelando aos poucos, mas eu sei que eu ainda não sou nem um milésimo do que eu posso ser.
Eu ainda fico puta da vida com muito da minha rotina, dos meus de casa, da mesmice -- e olhe que é onde mais precisamos ter paciência...
Mesmo assim, mais tarde, me deparei com uma alma caridosa que se ofereceu pra me emprestar, quando eu quisesse, esse bendito instrumental. E aí que meu dia melhorou, né? :)
Ajudei?
terça-feira, 23 de novembro de 2010 amigos, blog, Deus, Espiritismo, Jesus, link, psicologiaNão sei porque algumas pessoas querem minha ajuda, meus conselhos, não sei. Talvez por acharem que eu sou muito feliz, muito animada, também não sei. Talvez por eu lidar bem com a minha situação e a minha vida, indecisão...
Mas eu tenho problemas, todos temos. Ninguém é perfeito assim, e mesmo o único ser perfeito que passou por aqui tinha lá seus perseguidores.
Há um ano, eu publiquei aqui no blog um post falando sobre psicologia. No fundo, mesmo "não tendo" conflitos na sua cabeça, um bom ouvinte basta.
Na verdade, sabe o que eu acho? A gente sempre procura alguém quando não tem uma saida, quando não consegue responder as próprias questões existenciais. Ninguém consegue plenamente.
Então, voltando ao assunto: uma amiga veio me ver, com a desculpa de que queria conversar comigo sobre algo sério.
Sei lá, eu tenho medo dessas conversas sérias. Se avisou antes, é porque coisa boa não é, fiquei pensando.
Enganei-me e não me enganei. Ela tinha acabado um relacionamento recentemente e queria que eu dissesse pra ela qual a mágica para sofrer menos.
Eu fiquei olhando pra ela, sabe? Como se eu soubesse responder!
Imagino até que a minha resposta não tenha sido suficiente pra preencher o vazio que ela estava sentindo, porque foi simplérrima e foi praticamente assim: "Coloca coisas boas na cabeça e vai resolver tua vida. Apesar de ter escolhido isso, você sofre, mas a gente faz escolhas que são ruins hoje e boas amanhã. Ótimas, aliás. São os enigmas da vida.".
Eu não disse antes -- pra ela --, mas nada é fácil. Eu sou assim porque, desde cedo... Bem, o que eu vou falar é a verdade. Alguns não acreditam, com certeza, mas se não fosse a minha religião, a minha história com Deus, eu não sei se seria assim hoje. Então, vou continuar.
Eu sou assim, porque, desde cedo, quando comecei a entender, por mim mesma, o que eu queria, fui estudar. Meu estudo é o Evangelho e pronto. Gosto das reuniões espíritas, gosto de missas, gosto de cultos. Gosto de tudo, porque todos têm o mesmo propósito...
Mas se não fosse o que eu aprendi lendo, apreendendo os ensinamentos, a resignação, o perdão, a aceitar as escolhas de Deus... Nada disso eu seria, porque escolhi pôr em prática.
Pode ser que eu aprendesse sozinha, com as peias que levei. Pode ser, não duvido. Mas isso só me engrandeceu, vejam só como eu era pequena. Hoje cresci um pouquinho, mas não passei da puberdade.
Sem mistérios, pra encarar suas incertezas, vá em frente, lute, tenha fé, junte forças, caminhe. O caminho é caminhar.
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Mas eu tenho problemas, todos temos. Ninguém é perfeito assim, e mesmo o único ser perfeito que passou por aqui tinha lá seus perseguidores.
Há um ano, eu publiquei aqui no blog um post falando sobre psicologia. No fundo, mesmo "não tendo" conflitos na sua cabeça, um bom ouvinte basta.
Na verdade, sabe o que eu acho? A gente sempre procura alguém quando não tem uma saida, quando não consegue responder as próprias questões existenciais. Ninguém consegue plenamente.
Então, voltando ao assunto: uma amiga veio me ver, com a desculpa de que queria conversar comigo sobre algo sério.
Sei lá, eu tenho medo dessas conversas sérias. Se avisou antes, é porque coisa boa não é, fiquei pensando.
Enganei-me e não me enganei. Ela tinha acabado um relacionamento recentemente e queria que eu dissesse pra ela qual a mágica para sofrer menos.
Eu fiquei olhando pra ela, sabe? Como se eu soubesse responder!
Imagino até que a minha resposta não tenha sido suficiente pra preencher o vazio que ela estava sentindo, porque foi simplérrima e foi praticamente assim: "Coloca coisas boas na cabeça e vai resolver tua vida. Apesar de ter escolhido isso, você sofre, mas a gente faz escolhas que são ruins hoje e boas amanhã. Ótimas, aliás. São os enigmas da vida.".
Eu não disse antes -- pra ela --, mas nada é fácil. Eu sou assim porque, desde cedo... Bem, o que eu vou falar é a verdade. Alguns não acreditam, com certeza, mas se não fosse a minha religião, a minha história com Deus, eu não sei se seria assim hoje. Então, vou continuar.
Eu sou assim, porque, desde cedo, quando comecei a entender, por mim mesma, o que eu queria, fui estudar. Meu estudo é o Evangelho e pronto. Gosto das reuniões espíritas, gosto de missas, gosto de cultos. Gosto de tudo, porque todos têm o mesmo propósito...
Mas se não fosse o que eu aprendi lendo, apreendendo os ensinamentos, a resignação, o perdão, a aceitar as escolhas de Deus... Nada disso eu seria, porque escolhi pôr em prática.
Pode ser que eu aprendesse sozinha, com as peias que levei. Pode ser, não duvido. Mas isso só me engrandeceu, vejam só como eu era pequena. Hoje cresci um pouquinho, mas não passei da puberdade.
Sem mistérios, pra encarar suas incertezas, vá em frente, lute, tenha fé, junte forças, caminhe. O caminho é caminhar.
Velhos amigos
terça-feira, 5 de outubro de 2010 amigos, amor, Deus, vidaUltimamente eu tenho saído com um grupo de amigos da época do colégio. Não é novidade, porque a minha turma pra toda hora é da época do colégio, mas essa é outra que se iniciou por lá.
Pessoas que estudaram comigo e que me apresentaram mais pessoas do círculo de amizades delas, e por aí vai. Isso já tem uns nove anos.
Alguns eu continuei falando durante todo esse tempo, uns desapareceram, uns foram morar em outros estados, uns apareciam de vez em quando: todos foram reunidos.
Tenho que dizer que essa reunião de criaturas tão diferentes tem me animado bastante, porque, afinal, a gente só se encontra pra gargalhar, contar as nossas histórias, as nossas novidades.
Uma coisa que eu reparei foi que, mesmo com o passar dos anos, as amizades bem fundadas só trazem lembranças boas.
No começo, quando nos achamos e decidimos que iríamos nos encontrar, fiquei apreensiva, com aquela pulga atrás da orelha. Como estariam todos?
O pré-reencontro pode até ser amedrontador, mas é divertido rir do passado e constatar que o presente é parecido... E você quer aquilo no futuro, você quer dar continuidade à essa situação.
Nossas escolhas, no fim das contas, permanecem muito parecidas.
Outra coisa que percebi foi no quanto fizemos tanta besteira quando éramos adolescentes. Eu nunca fui de beber ou usar drogas, mas, relembrando, eu vejo que podia ter sido mais calma.
Eu olho e penso: "Meu Deus, eu tinha só uns 15 anos nessa época!", mas a gente precisa passar por aquilo pra ser o que é hoje, né?
Graças a Deus é que tudo isso é relevado, a gente aprende pra não cair na mesma tentação, e colocamos um véu sobre o passado.
Será que eu seria do mesmo jeito se minha vida tivesse tido outro rumo? Acho que não, viu.
No que for bom, acho que não precisamos mudar mesmo. Mas naquilo que precisa, vamos correr atrás?
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Pessoas que estudaram comigo e que me apresentaram mais pessoas do círculo de amizades delas, e por aí vai. Isso já tem uns nove anos.
Alguns eu continuei falando durante todo esse tempo, uns desapareceram, uns foram morar em outros estados, uns apareciam de vez em quando: todos foram reunidos.
Tenho que dizer que essa reunião de criaturas tão diferentes tem me animado bastante, porque, afinal, a gente só se encontra pra gargalhar, contar as nossas histórias, as nossas novidades.
Uma coisa que eu reparei foi que, mesmo com o passar dos anos, as amizades bem fundadas só trazem lembranças boas.
No começo, quando nos achamos e decidimos que iríamos nos encontrar, fiquei apreensiva, com aquela pulga atrás da orelha. Como estariam todos?
O pré-reencontro pode até ser amedrontador, mas é divertido rir do passado e constatar que o presente é parecido... E você quer aquilo no futuro, você quer dar continuidade à essa situação.
Nossas escolhas, no fim das contas, permanecem muito parecidas.
Outra coisa que percebi foi no quanto fizemos tanta besteira quando éramos adolescentes. Eu nunca fui de beber ou usar drogas, mas, relembrando, eu vejo que podia ter sido mais calma.
Eu olho e penso: "Meu Deus, eu tinha só uns 15 anos nessa época!", mas a gente precisa passar por aquilo pra ser o que é hoje, né?
Graças a Deus é que tudo isso é relevado, a gente aprende pra não cair na mesma tentação, e colocamos um véu sobre o passado.
Será que eu seria do mesmo jeito se minha vida tivesse tido outro rumo? Acho que não, viu.
No que for bom, acho que não precisamos mudar mesmo. Mas naquilo que precisa, vamos correr atrás?
Medicina & Arte
segunda-feira, 13 de setembro de 2010 amigos, blog, filme, link, palestraAcabei de saber que o blog foi mencionado pela Gil Bezerra, uma querida de quimioterapia, no projeto Medicina & Arte, da Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte.
Eles assistiram ao filme "Antes de partir" (The Bucket List) e comentaram sobre os acontecimentos do paciente com câncer.
Deve ter sido uma ótima experiência!
Muitas coisas iguais, muitas coisas diferentes.
Veja como foi a palestra aqui.
Essas dúvidas são comuns à vocês?
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Eles assistiram ao filme "Antes de partir" (The Bucket List) e comentaram sobre os acontecimentos do paciente com câncer.
Deve ter sido uma ótima experiência!
Muitas coisas iguais, muitas coisas diferentes.
Veja como foi a palestra aqui.
Essas dúvidas são comuns à vocês?
Vou conhecer Brasília
quarta-feira, 25 de agosto de 2010 amigos, amor, feliz, Lana, viagem, vidaHoje eu viajo a Brasília, dessa vez para passear e, principalmente, encontrar uma amiga querida da adolescência, que eu não vejo há anos.
(Ok, foi ela quem me recebeu em Brasília quando eu fui fazer o meu primeiro PET, mas aí já é outra história, porque eu estava muito debilitada, passei só umas 10 horas na cidade, e dormi a minha permanência por lá quase toda.)
Então, olha que máximo: minha irmã gêmea, que atualmente mora em São Paulo, veio nos visitar. Ia ficar somente um dia, mas resolveu remarcar a data da volta. Marcou para quarta-feira, com voo no meio da tarde. Nada suspeito.
Ninguém nem percebeu, eu mesma não tinha me tocado que também viajava na quarta-feira, com voo no meio da tarde.
Eu iria num voo direto para Brasília; ela iria em direção a São Paulo, num voo com conexão em Brasília.
Pois é, foi coincidência: nós vamos juntas, no mesmo avião. E eu espero, lado a lado.
Fiquei muito feliz! :)
Essa não será um bom exemplo de viagem de férias, porque, como sabem, eu pouco trabalho e tal... Mas é uma viagem diferente, tô indo sozinha, num lugar que eu não conheço, vou ter que me virar. Será primeira vez que farei isso.
Ouvi falar que a cidade não tem muito o que fazer, mas muito o que comer. Enfim, vocês já sabem como me aguardar no domingo: uma bolinha.
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(Ok, foi ela quem me recebeu em Brasília quando eu fui fazer o meu primeiro PET, mas aí já é outra história, porque eu estava muito debilitada, passei só umas 10 horas na cidade, e dormi a minha permanência por lá quase toda.)
Então, olha que máximo: minha irmã gêmea, que atualmente mora em São Paulo, veio nos visitar. Ia ficar somente um dia, mas resolveu remarcar a data da volta. Marcou para quarta-feira, com voo no meio da tarde. Nada suspeito.
Ninguém nem percebeu, eu mesma não tinha me tocado que também viajava na quarta-feira, com voo no meio da tarde.
Eu iria num voo direto para Brasília; ela iria em direção a São Paulo, num voo com conexão em Brasília.
Pois é, foi coincidência: nós vamos juntas, no mesmo avião. E eu espero, lado a lado.
Fiquei muito feliz! :)
Essa não será um bom exemplo de viagem de férias, porque, como sabem, eu pouco trabalho e tal... Mas é uma viagem diferente, tô indo sozinha, num lugar que eu não conheço, vou ter que me virar. Será primeira vez que farei isso.
Ouvi falar que a cidade não tem muito o que fazer, mas muito o que comer. Enfim, vocês já sabem como me aguardar no domingo: uma bolinha.
Chata
segunda-feira, 17 de maio de 2010 amigos, pensando, vidaNum raro episódio, almocei com as meninas com quem mais mantive contato durante meus anos na faculdade de Odontologia.
Ouvi muito mais do que falei. Não tenho vivido o suficiente nesse ambiente clínico -- apesar de nossas conversas não focarem todas no assunto.
Mas, de toda forma, eu não disse quase nada.
Achei um tanto quanto estranha essa aproximação, uma vez que não nos reuníamos todas há um longo tempo, mas foi um ótimo encontro.
Voltei para casa e fiquei matutanto sobre isso, sobre o meu comportamento com as amigas.
Pensei exatamente como eu é quem era a estranha, que tinha ficado tão calada e perdida entre elas.
À noite, com um outro grupo de amigos, também me diverti, mas continuei achando a mesma coisa, que eu poderia ter feito mais.
Talvez demonstrado mais alegria por estar ali.
Nesse exato momento, eu me considero "bruta".
Amo meus colegas, meus amigos, mas não estou conseguindo expor toda a minha satisfação em tê-los ao meu lado.
Tenho me guardado, como se fosse um cofre, apesar de não ter o que esconder.
Estou fechada.
Não gosto de estar assim. Gosto de estar "aberta", livre e sorridente, uma metralhadora de palavras.
Perdoem a chatice, é temporária.
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Ouvi muito mais do que falei. Não tenho vivido o suficiente nesse ambiente clínico -- apesar de nossas conversas não focarem todas no assunto.
Mas, de toda forma, eu não disse quase nada.
Achei um tanto quanto estranha essa aproximação, uma vez que não nos reuníamos todas há um longo tempo, mas foi um ótimo encontro.
Voltei para casa e fiquei matutanto sobre isso, sobre o meu comportamento com as amigas.
Pensei exatamente como eu é quem era a estranha, que tinha ficado tão calada e perdida entre elas.
À noite, com um outro grupo de amigos, também me diverti, mas continuei achando a mesma coisa, que eu poderia ter feito mais.
Talvez demonstrado mais alegria por estar ali.
Nesse exato momento, eu me considero "bruta".
Amo meus colegas, meus amigos, mas não estou conseguindo expor toda a minha satisfação em tê-los ao meu lado.
Tenho me guardado, como se fosse um cofre, apesar de não ter o que esconder.
Estou fechada.
Não gosto de estar assim. Gosto de estar "aberta", livre e sorridente, uma metralhadora de palavras.
Perdoem a chatice, é temporária.
Sei não
terça-feira, 11 de maio de 2010 amigos, blog, câncer, febre, quimioterapia, tratamento, viagem, vidaAi, eu não quero matar ninguém de susto, mas depois que eu publico o blog nas minhas redes sociais é que lembro que essa notícia -- do câncer -- eu não saí espalhando por aí, e tem gente que desconhece tal história... E é porque vou fazer dois anos de tratamento.
E me vêm à cabeça o que se passa quando alguém descobre... Ah, sério, fique tranquilo!
Eu percebo isso quando encontro conhecidos pelos caminhos dessa minha vida. Às vezes, o ex-namorado de uma amiga que eu tinha há 10 anos e nem mantenho mais contato. Chega em mim e pergunta o que houve.
Eu, na maior sinceridade, respondo tão naturalmente que posso sair de bruta. É que tá tudo em mim já, eu nem me importo.
Enfim...
Cheguei em casa de São Paulo ontem pela madrugada, exausta! Acho que se eu me escorasse na parede, dormia ali mesmo, em pé.
Cedo fui para a quimioterapia, e tive uma boa surpresa: o adeviso que segura o meu porte foi mudado. Além de ter reduzido o tamanho em três vezes, é de outro material mais denso, mais fofinho. Foi um teste para mim, mas espero que ele fique assim, não aguento o outro, ele só me machuca.
Hoje acordei no maior frio, febre batendo. Tomei um remédio superfraco, porque era o único que tinha em casa. Pelo menos, fez a temperatura voltar ao normal.
Durante a quimioterapia tive mais febre, mas logo ela passou. Acabei não indo trabalhar e dormi a tarde toda. Oba!
Ah, e para variar um pouco do assunto de hoje: o que foi mesmo aquela convocação do Dunga, hein?
Gosto de futebol desde pequena. Mas a Copa é a Copa! Eu amo a Copa do Mundo, queria demais que o Brasil vencesse novamente.
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E me vêm à cabeça o que se passa quando alguém descobre... Ah, sério, fique tranquilo!
Eu percebo isso quando encontro conhecidos pelos caminhos dessa minha vida. Às vezes, o ex-namorado de uma amiga que eu tinha há 10 anos e nem mantenho mais contato. Chega em mim e pergunta o que houve.
Eu, na maior sinceridade, respondo tão naturalmente que posso sair de bruta. É que tá tudo em mim já, eu nem me importo.
Enfim...
Cheguei em casa de São Paulo ontem pela madrugada, exausta! Acho que se eu me escorasse na parede, dormia ali mesmo, em pé.
Cedo fui para a quimioterapia, e tive uma boa surpresa: o adeviso que segura o meu porte foi mudado. Além de ter reduzido o tamanho em três vezes, é de outro material mais denso, mais fofinho. Foi um teste para mim, mas espero que ele fique assim, não aguento o outro, ele só me machuca.
Hoje acordei no maior frio, febre batendo. Tomei um remédio superfraco, porque era o único que tinha em casa. Pelo menos, fez a temperatura voltar ao normal.
Durante a quimioterapia tive mais febre, mas logo ela passou. Acabei não indo trabalhar e dormi a tarde toda. Oba!
Ah, e para variar um pouco do assunto de hoje: o que foi mesmo aquela convocação do Dunga, hein?
Gosto de futebol desde pequena. Mas a Copa é a Copa! Eu amo a Copa do Mundo, queria demais que o Brasil vencesse novamente.
D1S22
segunda-feira, 5 de abril de 2010 amigos, febre, feliz, quimioterapiaOi, como foi a Semana Santa de vocês? A minha foi ótima, uma reunião de amigos na praia de Canoa Quebrada. E mais amigos ainda que encontrei por lá, o que me deixou feliz demais.
Continuo um pouco doente, tossindo, mas melhorei da semana passada para cá. Comecei a quimioterapia hoje, tive febre e estou cansada, com os músculos doloridos.
Dormi um bocado e deixei muitos cabelos no travesseiro. Não sei como e nem o porquê, mas estou ficando careca de novo. Já estou cheia de falhas na cabeça, os lenços vão voltar à minha moda...
Hoje, na sala da clínica, uma senhora repetia, para si mesma, "Todo mundo fica bom, menos eu, que merda". Exatamente assim, não mudei uma palavra.
Mas, sinceramente, como uma pessoa assim se cura? Se atraimos o que pensamos, como será possível ela ficar boa, como todo mundo?
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Continuo um pouco doente, tossindo, mas melhorei da semana passada para cá. Comecei a quimioterapia hoje, tive febre e estou cansada, com os músculos doloridos.
Dormi um bocado e deixei muitos cabelos no travesseiro. Não sei como e nem o porquê, mas estou ficando careca de novo. Já estou cheia de falhas na cabeça, os lenços vão voltar à minha moda...
Hoje, na sala da clínica, uma senhora repetia, para si mesma, "Todo mundo fica bom, menos eu, que merda". Exatamente assim, não mudei uma palavra.
Mas, sinceramente, como uma pessoa assim se cura? Se atraimos o que pensamos, como será possível ela ficar boa, como todo mundo?
Páscoa
domingo, 4 de abril de 2010 amigos, Jesus, PáscoaAmigos leitores, não estou em casa, resolvi passear um pouco durante o feriado prolongado, porém não esqueço de vocês...
Feliz Páscoa!
Beijos.
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Feliz Páscoa!
Beijos.
Amigos
domingo, 28 de março de 2010 amigos, amor, vidaHoje eu estou a saudosista... :)
Então aproveito para dizer, meus amigos, o quanto vocês são especiais! Cada um à sua maneira, mas todos são muito queridos.
Alguns eu gostei de cara; amei, na verdade. Outros eu não gostei de jeito nenhum, porém eu fui sendo conquistada, de pouquinho em pouquinho.
Não dá pra explicar o que eu sinto, mas sou apaixonada por vocês!
Houve certos desentimentos, brigas bobas, brigas feias... Mas amizades sempre ficam no coração: não dá pra esquecer.
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Então aproveito para dizer, meus amigos, o quanto vocês são especiais! Cada um à sua maneira, mas todos são muito queridos.
Alguns eu gostei de cara; amei, na verdade. Outros eu não gostei de jeito nenhum, porém eu fui sendo conquistada, de pouquinho em pouquinho.
Não dá pra explicar o que eu sinto, mas sou apaixonada por vocês!
Houve certos desentimentos, brigas bobas, brigas feias... Mas amizades sempre ficam no coração: não dá pra esquecer.
Em 2010...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 amigos, amor, aniversário, comer, exame, feliz, melhora, PET-scan, quimioterapia, tratamento, vidaAno novo, ano cheio de reflexões, de desejos e conjecturas.
Por qué é que, quando o fim de um ano chega, a gente só pensa no começo do próximo? Como se o primeiro não existisse, não tivesse valia. Na verdade, é mania de adiar.
É que nem a história de só começar dieta na segunda-feira. Quem foi que inventou isso? Quem quer fazer dieta começa agora, não espera uma data marcada.
Mas ninguém foge completamente dessa realidade. Enquanto dá, as pessoas usam os verbos protelar, transferir, diferir...
Cheguei à conclusão de que preciso mudar minha dieta alimentar. Não para uma comida mais leve, a fim de emagrecer, mas para ter uma alimentação mais saudável.
Eu disse: "Dia 1º eu começo a fazer umas mudanças..."
Vou ser mais realista, né? Dar uma reviravolta na vida, de uma hora pra outra, não tem condições. Eu não consigo.
Então, nessa, eu tô tentando tirar a carne da minha vida, o refrigerante, o doce. Minha prima perguntou o que eu iria comer. É, fica restrito, mas eu não serei drástica, não tem como.
Meu aniversário está chegando, e eu não posso comer nem bolo, torta, salgadinho ou beber um copo de Guaraná?? Vou comer peixe o dia todo?
É preciso dosar, com certeza.
Em muitos aspectos eu posso saber dosar a minha vida, mas uma delas não é a alimentação. Difícil isso, hein?
E assim 2010 apareceu, acabou que eu não detalhei minhas metas. Acho, agora, que talvez não seja preciso.
Eu estou ótima assim, e sei que só vou melhorar.
Estou na minha décima nona semana de quimioterapia. Passaram-se, pelo que eu contei, 500 dias.
Quando essa semana findar, vou parar um pouco, novamente, para esperar ir à São Paulo e fazer novos exames.
Eu estou tranquila. Não tenho expectativas, mas, dentro de mim, eu sei que essa medicação está me fazendo um bem absurdo.
Faz por dentro e por fora.
Assim, eu dou o meu obrigada a quem se solidarizou, a quem se emocionou, a quem se colocou em meu lugar. As pessoas têm se feito queridas, e fazem eu me sentir da mesma forma também.
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Por qué é que, quando o fim de um ano chega, a gente só pensa no começo do próximo? Como se o primeiro não existisse, não tivesse valia. Na verdade, é mania de adiar.
É que nem a história de só começar dieta na segunda-feira. Quem foi que inventou isso? Quem quer fazer dieta começa agora, não espera uma data marcada.
Mas ninguém foge completamente dessa realidade. Enquanto dá, as pessoas usam os verbos protelar, transferir, diferir...
Cheguei à conclusão de que preciso mudar minha dieta alimentar. Não para uma comida mais leve, a fim de emagrecer, mas para ter uma alimentação mais saudável.
Eu disse: "Dia 1º eu começo a fazer umas mudanças..."
Vou ser mais realista, né? Dar uma reviravolta na vida, de uma hora pra outra, não tem condições. Eu não consigo.
Então, nessa, eu tô tentando tirar a carne da minha vida, o refrigerante, o doce. Minha prima perguntou o que eu iria comer. É, fica restrito, mas eu não serei drástica, não tem como.
Meu aniversário está chegando, e eu não posso comer nem bolo, torta, salgadinho ou beber um copo de Guaraná?? Vou comer peixe o dia todo?
É preciso dosar, com certeza.
Em muitos aspectos eu posso saber dosar a minha vida, mas uma delas não é a alimentação. Difícil isso, hein?
E assim 2010 apareceu, acabou que eu não detalhei minhas metas. Acho, agora, que talvez não seja preciso.
Eu estou ótima assim, e sei que só vou melhorar.
Estou na minha décima nona semana de quimioterapia. Passaram-se, pelo que eu contei, 500 dias.
Quando essa semana findar, vou parar um pouco, novamente, para esperar ir à São Paulo e fazer novos exames.
Eu estou tranquila. Não tenho expectativas, mas, dentro de mim, eu sei que essa medicação está me fazendo um bem absurdo.
Faz por dentro e por fora.
Assim, eu dou o meu obrigada a quem se solidarizou, a quem se emocionou, a quem se colocou em meu lugar. As pessoas têm se feito queridas, e fazem eu me sentir da mesma forma também.
Feliz ano novo!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010 1º dia, amigos, feliz, foto, futuro, viagem, vida
Que todos tenham um 2010 cheio de sucessos, paz, saúde, amor, felicidade!
RJ 2
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009 amigos, feliz, foto, viagemHoje passei o dia andando pela cidade, meus pés estão bem cansados. Meus pés doíam tanto, na verdade, que tive que passar numa loja e comprar sandálias rasteiras que não me apertassem. Aproveitei e comprei uma agenda de 2010, porque eu não sou ninguém sem uma agenda. Não sei como me mantinha organizada sem anotar tudo o que faço.
Nas corridas por aqui, atrás de uma garrafa de água, porque o sol está de rachar, encontrei uma pessoa muito querida que morou em Fortaleza, hoje vive em Belém, e está no Rio de Janeiro a passeio. Gostei demais!
Aliás, pensem como eu vi cearenses nessas terras fluminenses...
Tomamos um café reforçado em um hotel daqui, o Sheraton. Isso que é bom conhecer pessoas do ramo hoteleiro e de influência! :)
Numa loja do Leblon, uma carequinha, como eu -- menos cabelo --, procurava por roupas coloridas. Achei tão lindo! Procurei todas as semelhanças comigo, até o porte!
E apesar de a chuva não ter deixado a gente rodar mais pela cidade, durante a tarde, o dia foi ótimo!
Nas corridas por aqui, atrás de uma garrafa de água, porque o sol está de rachar, encontrei uma pessoa muito querida que morou em Fortaleza, hoje vive em Belém, e está no Rio de Janeiro a passeio. Gostei demais!
Aliás, pensem como eu vi cearenses nessas terras fluminenses...
Tomamos um café reforçado em um hotel daqui, o Sheraton. Isso que é bom conhecer pessoas do ramo hoteleiro e de influência! :)
Numa loja do Leblon, uma carequinha, como eu -- menos cabelo --, procurava por roupas coloridas. Achei tão lindo! Procurei todas as semelhanças comigo, até o porte!
E apesar de a chuva não ter deixado a gente rodar mais pela cidade, durante a tarde, o dia foi ótimo!
A mergulhadora profissional...
Até mais!
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D2S18
terça-feira, 1 de dezembro de 2009 amigos, amor, comentários, foto, quimioterapiaJá nem sei mais quantas quimioterapias fiz... Após alguns cálculos, cheguei na 18ª quimioterapia. Comecei ontem pela manhã e hoje tive também, vou até sexta-feira nessa, e recomeço na segunda, dia 7 de dezembro.
Estou bem, graças a Deus. Os efeitos colaterias estomacais ainda não apareceram, oba!
Sábado eu fui para o aniversário de um amigo que eu não via há um bom tempo, e pude encontrar amigos queridos. Adorei!
Estou bem, graças a Deus. Os efeitos colaterias estomacais ainda não apareceram, oba!
Sábado eu fui para o aniversário de um amigo que eu não via há um bom tempo, e pude encontrar amigos queridos. Adorei!
Oi, olha a branquela aqui!
Na verdade, o final de semana foi agitado. Gosto demais quando consigo me reunir com pessoas queridas, quando posso ter conversas animadas!
No domingo fiz um concurso para o cargo de dentista em Caucaia, mas não havia gostado da prova, e hoje pude conferir que estava certa, infelizmente. Preciso estudar mais!
Mas por que questões específicas de odontologia muitas vezes não têm nada a ver com o que estudamos na faculdade? Fiquei impressionada. oO
Alguns reclamaram comigo que não têm conseguido postar no blog. Qual o erro que está dando? Sugiro copiarem o que escreveram antes de clicar para o envio, assim não falta coragem para tentar comentar novamente.
Beijos, tenham uma boa semana!
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No domingo fiz um concurso para o cargo de dentista em Caucaia, mas não havia gostado da prova, e hoje pude conferir que estava certa, infelizmente. Preciso estudar mais!
Mas por que questões específicas de odontologia muitas vezes não têm nada a ver com o que estudamos na faculdade? Fiquei impressionada. oO
Alguns reclamaram comigo que não têm conseguido postar no blog. Qual o erro que está dando? Sugiro copiarem o que escreveram antes de clicar para o envio, assim não falta coragem para tentar comentar novamente.
Beijos, tenham uma boa semana!
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009 amigos, amor, careca, feliz, menção, pensando, vidaQuando eu digo que presto atenção em quem está na mesma situação que eu, nunca vou mentir. É espontâneo: olho e já sei. Tenho certeza: reconheço cada particularidade, porque me reconheço. E é bonito isso!
Ser diferente é bom, porque todos nós realmente somos únicos, e nunca haverá de existir um ser totalmente igual... Como não há de existir a possibilidade de sermos substituíveis, uma vez que somos únicos... Mas eu simplesmente amo perceber que não vivo sozinha, que não tenho gostos exóticos, que concordo incrivelmente com opiniões tão variadas!
Dessa forma, seres semelhantes me fazem sorrir. Aí não será senão uma amizade? Do modo como eu encaro, sim, é amizade. Nossos amigos não nos assemelham? Claro! E eu vejo, dentre todas essas carequinhas, esses pacientes, amigos meus. Queridos! Gente que precisa de amor, que gosta de se exprimir, que não quer -- e nem necessita -- guardar pra si o que está se sucedendo.
Ontem vi a primeira palestra inteiramente interessante, a meu ver. Era sobre oncologia e os cuidados do paciente oncológico.
Durante as discussões, ficava só confirmando o que ouvia com a cabeça. Os outros deviam estar só olhando aquele lenço balançando para cima e para baixo. Acho até que alguns nem compreendiam o que estava acontecendo: era da minha vida que estavam comentando.
Ok, não era dela, mas era da vida de pessoas que estavam percorrendo o mesmo caminho que eu. Eu me incluo nessa também.
Juro que existiram momentos em que pensei: "Ué, sou eu ali falando de mim? Acho que poderia levantar a mão e dizer que já passei por isso."
Bem, acho que poderia viver de palestras motivacionais... Num é??
Mas, sinceramente, eu percebia muito mais sofrimento no discurso das palestrantes do que na minha vida propriamente dita, sem erro.
A gente vive a vida que escolhemos viver. No que puder ser modificado através de nosso esforço, é aí que reside o poder da mudança. Nós temos um poderoso poder de escolha. Você escolhe viver feliz ou ser miserável? Você escolhe ajudar aos outros ou causar-lhes o mal? Você escolhe descansar ou ser ativo? Escolhe, né?
Então pode escolher considerar-se doente ou saudável, e viver baseando-se nesse princípio. Considere-se saudável, por favor! Pensar nessa hipótese é o mesmo que deixar a doença dominar.
Posturas adequadas são posturas realistas, porém positivas. Não aceito pessimismo e sua tendência a enxergar e julgar as coisas pelo lado mais desfavorável possível. Sai pra lá!
"A grandeza da oração reside principalmente no fato de não ter resposta, do que resulta que essa troca não inclui qualquer espécie de comércio." (Antoine de Saint-Exúpery)
É uma troca justa, digna.
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Ser diferente é bom, porque todos nós realmente somos únicos, e nunca haverá de existir um ser totalmente igual... Como não há de existir a possibilidade de sermos substituíveis, uma vez que somos únicos... Mas eu simplesmente amo perceber que não vivo sozinha, que não tenho gostos exóticos, que concordo incrivelmente com opiniões tão variadas!
Dessa forma, seres semelhantes me fazem sorrir. Aí não será senão uma amizade? Do modo como eu encaro, sim, é amizade. Nossos amigos não nos assemelham? Claro! E eu vejo, dentre todas essas carequinhas, esses pacientes, amigos meus. Queridos! Gente que precisa de amor, que gosta de se exprimir, que não quer -- e nem necessita -- guardar pra si o que está se sucedendo.
Ontem vi a primeira palestra inteiramente interessante, a meu ver. Era sobre oncologia e os cuidados do paciente oncológico.
Durante as discussões, ficava só confirmando o que ouvia com a cabeça. Os outros deviam estar só olhando aquele lenço balançando para cima e para baixo. Acho até que alguns nem compreendiam o que estava acontecendo: era da minha vida que estavam comentando.
Ok, não era dela, mas era da vida de pessoas que estavam percorrendo o mesmo caminho que eu. Eu me incluo nessa também.
Juro que existiram momentos em que pensei: "Ué, sou eu ali falando de mim? Acho que poderia levantar a mão e dizer que já passei por isso."
Bem, acho que poderia viver de palestras motivacionais... Num é??
Mas, sinceramente, eu percebia muito mais sofrimento no discurso das palestrantes do que na minha vida propriamente dita, sem erro.
A gente vive a vida que escolhemos viver. No que puder ser modificado através de nosso esforço, é aí que reside o poder da mudança. Nós temos um poderoso poder de escolha. Você escolhe viver feliz ou ser miserável? Você escolhe ajudar aos outros ou causar-lhes o mal? Você escolhe descansar ou ser ativo? Escolhe, né?
Então pode escolher considerar-se doente ou saudável, e viver baseando-se nesse princípio. Considere-se saudável, por favor! Pensar nessa hipótese é o mesmo que deixar a doença dominar.
Posturas adequadas são posturas realistas, porém positivas. Não aceito pessimismo e sua tendência a enxergar e julgar as coisas pelo lado mais desfavorável possível. Sai pra lá!
"A grandeza da oração reside principalmente no fato de não ter resposta, do que resulta que essa troca não inclui qualquer espécie de comércio." (Antoine de Saint-Exúpery)
É uma troca justa, digna.
:(
terça-feira, 6 de outubro de 2009 amigos, Deus, vidaHoje eu nem parei: atendi de manhã, atendi à tarde e ainda tive aula durante a noite.
Cheguei em casa e ouvi algo que me deixou arrasada. Não deu nem tempo de entrar, e já escutei baixinho: "... morreu."
Nem acredito. Conheci essa pessoa num dia de quimioterapia, mostrei o blog, conversei coisas sobre a vida, e a partir daí nos encontramos mais vezes. Era um paciente jovem como eu.
Gostava dele! Acho que todo mundo acaba se apoiando...
Além de eu querer muito que todo mundo ali acabasse bem, com um tratamento de sucesso, ele era uma pessoa que me chamava a atenção. Ele destoava dos outros; eu desejava, com mais força ainda, que tudo de bom lhe ocorresse.
Sempre que podia, perguntava como ele estava. Era o meu escolhido, mesmo ele não tendo nem noção disso.
Fico triste com quem vai embora. Posso nem conhecer, nem saber quem era, mas é uma perda.
Esse tipo de notícia angustia qualquer um. Eu não queria que essa notícia fosse verdade.
A efemeridade da vida bate à nossa porta, e o câncer, cruel, se aproveitou mais uma vez.
Que Deus o abençõe.
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Cheguei em casa e ouvi algo que me deixou arrasada. Não deu nem tempo de entrar, e já escutei baixinho: "... morreu."
Nem acredito. Conheci essa pessoa num dia de quimioterapia, mostrei o blog, conversei coisas sobre a vida, e a partir daí nos encontramos mais vezes. Era um paciente jovem como eu.
Gostava dele! Acho que todo mundo acaba se apoiando...
Além de eu querer muito que todo mundo ali acabasse bem, com um tratamento de sucesso, ele era uma pessoa que me chamava a atenção. Ele destoava dos outros; eu desejava, com mais força ainda, que tudo de bom lhe ocorresse.
Sempre que podia, perguntava como ele estava. Era o meu escolhido, mesmo ele não tendo nem noção disso.
Fico triste com quem vai embora. Posso nem conhecer, nem saber quem era, mas é uma perda.
Esse tipo de notícia angustia qualquer um. Eu não queria que essa notícia fosse verdade.
A efemeridade da vida bate à nossa porta, e o câncer, cruel, se aproveitou mais uma vez.
Que Deus o abençõe.
♡
terça-feira, 15 de setembro de 2009 amigos, amor, Deus, família, pensando, vidaUma coisa que eu venho pensando é nessa loucura que certas pessoas têm por ídolos, objetos, comidas, times, o que for.
Quando eu era mais nova -- aquela adolescente --, era fã de muito artista por aí, comprava CD, escrevia cartinha, achava o máximo! Mas, de boa, esse fanatismo não era pra acabar? Não passa com a idade?
Colecionar não é comigo. Já juntei tanto bagulho, que nem sei onde guardo mais. Toda faxina leva embora pro lixo um bocado.
Eu até imagino -- e imagino bastante --, como deve ser extraordinário ter uma legião de admiradores que ficam felizes com o seu trabalho, repetem suas músicas, vão aos shows, teatros, vêem suas reportagens... Eu, por exemplo, simplesmente adoro quando recebo algum comentário sobre o blog ou sobre mim, sobre a opinião de alguém ao ler o que escrevi, o retorno que recebo ao saber que posso ajudar.
Mas será que esse amor roxo é normal?
Já faz um tempo que eu não amo mais quem eu não conheço -- artores, cantores, diretores, escritores, dançarinos... Gosto de alguns cantores, mas eu gosto mesmo é de música bonita. Tendo isso, tá ok. Gosto de animação, gosto de ver o mundo, gosto de viajar, mas não morro por nada. Não tenho mais ídolos.
Sou fã mesmo é de meu pai, da minha mãe, das minhas irmãs e irmão lindos, dos meus amigos, do meu amor, da minha família.
E Deus, que me abençõa a cada dia.
Amo muito mais, mas esses são meus queridinhos.
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Quando eu era mais nova -- aquela adolescente --, era fã de muito artista por aí, comprava CD, escrevia cartinha, achava o máximo! Mas, de boa, esse fanatismo não era pra acabar? Não passa com a idade?
Colecionar não é comigo. Já juntei tanto bagulho, que nem sei onde guardo mais. Toda faxina leva embora pro lixo um bocado.
Eu até imagino -- e imagino bastante --, como deve ser extraordinário ter uma legião de admiradores que ficam felizes com o seu trabalho, repetem suas músicas, vão aos shows, teatros, vêem suas reportagens... Eu, por exemplo, simplesmente adoro quando recebo algum comentário sobre o blog ou sobre mim, sobre a opinião de alguém ao ler o que escrevi, o retorno que recebo ao saber que posso ajudar.
Mas será que esse amor roxo é normal?
Já faz um tempo que eu não amo mais quem eu não conheço -- artores, cantores, diretores, escritores, dançarinos... Gosto de alguns cantores, mas eu gosto mesmo é de música bonita. Tendo isso, tá ok. Gosto de animação, gosto de ver o mundo, gosto de viajar, mas não morro por nada. Não tenho mais ídolos.
Sou fã mesmo é de meu pai, da minha mãe, das minhas irmãs e irmão lindos, dos meus amigos, do meu amor, da minha família.
E Deus, que me abençõa a cada dia.
Amo muito mais, mas esses são meus queridinhos.
Confusão? Tô fora!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009 amigos, amor, observação, vidaNuma conversa com amigos, me espantei com o comportamento humano.
Eu não sou santa, mas tento agir da maneira correta. Sou bruta, ignorante várias vezes (sem perceber e até sem ter a intenção, é meu jeito), mas existem atitudes que me deixam impressionada.
Eu, definitivamente, não criaria um clima desagradável com uma pessoa, principalmente por querer, por implicância, sem motivos.
Sério, confusão para quê? Não é muuuuuitooo mais legal manter a postura e ficar tranquilo?
Minha fase de nítidos erros já se foi. Não vou cansar de dizer, mas eu não consigo imaginar alguém fazendo algo que eu não faria -- hoje eu não faria tanta coisa!
Agora eu me controlo, contrario minha natureza e tento não agir por impulso.
Meu raciocínio pode estar equivocado, mas nesse assunto, sou cética, não aceito negociações. Se eu consigo, por que haveria alguém de não conseguir? Por que não se controlar?
De fato, só uma observação: acho que ninguém deve agir na maldade. Não a maldade maquiada para enganar. Não falo daquele ato que foi mal interpretado. Ainda, simples atitudes podem ser assim entendidas, dependendo dos olhos de quem vê, dos ouvidos de quem escuta, do amor de quem repassa a informação. São tantas variantes!
Uma boa dica é tentar não enredar, não tratar com menosprezo, zombar, malhar alguém.
Quem faz disso um costume, não deve estar ocupado o bastante. Quem tem alguma utilidade a fazer, perderá o tempo tão curto e precioso falando dos outros?
Tem hora que cristão nenhum aguenta, mas eu ouço uns comentários total e extremamente desnecessários. Acho que não tem quem não ouça, não é?
Eu gosto, prefiro falar o que é bom. Adoro mandar mensagens amorosas.
Você já recebeu alguma minha? :)
Beijos!
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Eu não sou santa, mas tento agir da maneira correta. Sou bruta, ignorante várias vezes (sem perceber e até sem ter a intenção, é meu jeito), mas existem atitudes que me deixam impressionada.
Eu, definitivamente, não criaria um clima desagradável com uma pessoa, principalmente por querer, por implicância, sem motivos.
Sério, confusão para quê? Não é muuuuuitooo mais legal manter a postura e ficar tranquilo?
Minha fase de nítidos erros já se foi. Não vou cansar de dizer, mas eu não consigo imaginar alguém fazendo algo que eu não faria -- hoje eu não faria tanta coisa!
Agora eu me controlo, contrario minha natureza e tento não agir por impulso.
Meu raciocínio pode estar equivocado, mas nesse assunto, sou cética, não aceito negociações. Se eu consigo, por que haveria alguém de não conseguir? Por que não se controlar?
De fato, só uma observação: acho que ninguém deve agir na maldade. Não a maldade maquiada para enganar. Não falo daquele ato que foi mal interpretado. Ainda, simples atitudes podem ser assim entendidas, dependendo dos olhos de quem vê, dos ouvidos de quem escuta, do amor de quem repassa a informação. São tantas variantes!
Uma boa dica é tentar não enredar, não tratar com menosprezo, zombar, malhar alguém.
Quem faz disso um costume, não deve estar ocupado o bastante. Quem tem alguma utilidade a fazer, perderá o tempo tão curto e precioso falando dos outros?
Tem hora que cristão nenhum aguenta, mas eu ouço uns comentários total e extremamente desnecessários. Acho que não tem quem não ouça, não é?
Eu gosto, prefiro falar o que é bom. Adoro mandar mensagens amorosas.
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Livros que eu recomendo:
▪ Anticâncer: Prevenir e vencer usando nossas defesas naturais
▪ Você é mais forte do que o câncer
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