Cinco dias após escrever o último post no blog, a Lara deixou esse mundo para cuidar de todos nós lá de cima.
Depois de quase três anos de luta contra a doença, seu corpo não aguentou.
As contas de todas as redes sociais foram deletadas, mas é impossível desvencilhar seu propósito de vida (tanta vida) ao "Notícias da Lara". Aqui, ela contava seu dia-a-dia (mesmo quando estava tão cansada) e compartilhava seus momentos e vitórias com os familiares, amigos e desconhecidos.
Ela é a maior guerreira e maior VENCEDORA que já vi por aí e agradeço muito a Deus por termos dividido o mesmo útero, o mesmo berço, escolas, turmas, ideias, abraços, beijos, festas, discussões, 25 anos de vida.
A Lara não só vive no meu coração, como no de todos que a viram sempre com um grande sorriso no rosto.
O dia 27 de junho de 2011 marcou a nossa família, mas nada maior do que o amor que sentimos por ela.
Espero que você, leitor antigo ou novato, sinta-se à vontade aqui. Espero, também, que o exemplo dela conforte-o, assim como nos fortifica todas as manhãs.
Lana Rocha
Quem sou eu
Eu me chamo Lara Ferreira Rocha e tenho 25 anos. Sou dentista, paciente oncológica, e moro em Fortaleza. Tenho muita história pra contar...
Em agosto de 2008, fui diagnosticada com câncer no abdômen. Meu tipo é raro, um tumor desmoplásico. Como ele, eu sou rara também. Sou animada com a vida, tenho fé em Deus, sou engraçada, sorridente, feliz, simpática e tantas vezes ingênua.
Conto, aqui, algumas de minhas novidades, além de escrever o que penso, o que vejo, o que sinto.
Eu penso muito no amor, com certeza.
Espalhe todo bom sentimento por onde andar, ame você também! ❤
Em agosto de 2008, fui diagnosticada com câncer no abdômen. Meu tipo é raro, um tumor desmoplásico. Como ele, eu sou rara também. Sou animada com a vida, tenho fé em Deus, sou engraçada, sorridente, feliz, simpática e tantas vezes ingênua.
Conto, aqui, algumas de minhas novidades, além de escrever o que penso, o que vejo, o que sinto.
Eu penso muito no amor, com certeza.
Espalhe todo bom sentimento por onde andar, ame você também! ❤
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Lara
domingo, 17 de julho de 2011 amor, Deus, família, Lara, vidaMelhorando e gostando
terça-feira, 14 de junho de 2011 amor, Artur, Deus, melhora, quimioterapia, tratamentoHum, como estão todos? Eu estou ficando cada vez melhor. As notícias estão cada vez mais esparsas, mas está tudo tranquilo.
Ainda não estou correndo, fazendo arte, de jeito algum!
Quinta-feira, após análises minha e de meus exames de sangue, ficou decidido que eu estava em condições de receber a droga da quimioterapia, e assim foi feito.
Sexta, recebi a visita de um dos meus médicos, que fez mais exames básicos -- aqui em casa mesmo, né? --, e reafirmou que estava vendo outra pessoa naquele instante.
Eu sei é que há alguns dias eu vinha prestando atenção na barriga. Achava que ela não estava mais amolecendo, como é para ser: estava durinha e estava aumentando de tamanho, não diminuindo. Isso não era possível!
Depois de me olhar novamente, ele concordou e marcou uma para-sentese (retirada de líquidos).
Sábado fui ao médico e tive que andar todo o percurso, que incluía uma pequena escada e longo corredor. Sentei na poltrona e parecia que eu tinha andado quilômetros. A volta foi igualmente dolorosa, isso me tirou forças, mas logo as esqueci.
Domingo curti um chochilo delicioso, o que, infelizmente, fez com que eu não curtisse tanto o meu amor maravilhoso no dia dos namorados.
Ontem e hoje eu pude perceber uma grande diferença no meu estado físico, me achei mais disposta.
Beijos!
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Ainda não estou correndo, fazendo arte, de jeito algum!
Quinta-feira, após análises minha e de meus exames de sangue, ficou decidido que eu estava em condições de receber a droga da quimioterapia, e assim foi feito.
Sexta, recebi a visita de um dos meus médicos, que fez mais exames básicos -- aqui em casa mesmo, né? --, e reafirmou que estava vendo outra pessoa naquele instante.
Eu sei é que há alguns dias eu vinha prestando atenção na barriga. Achava que ela não estava mais amolecendo, como é para ser: estava durinha e estava aumentando de tamanho, não diminuindo. Isso não era possível!
Depois de me olhar novamente, ele concordou e marcou uma para-sentese (retirada de líquidos).
Sábado fui ao médico e tive que andar todo o percurso, que incluía uma pequena escada e longo corredor. Sentei na poltrona e parecia que eu tinha andado quilômetros. A volta foi igualmente dolorosa, isso me tirou forças, mas logo as esqueci.
Domingo curti um chochilo delicioso, o que, infelizmente, fez com que eu não curtisse tanto o meu amor maravilhoso no dia dos namorados.
Ontem e hoje eu pude perceber uma grande diferença no meu estado físico, me achei mais disposta.
Beijos!
Família linda
quarta-feira, 1 de junho de 2011 amor, Artur, Deus, família, feliz, Isabel, Jesus, Lana, mamãe, papai, vidaMinha família é a coisa mais linda do mundo. Não existe igual, e eu não poderia pedir outra melhor, juro por Deus. Sou mais do que agradecida.
Só vendo pra crer como eu também sou amada, porque tenho recebido todo o carinho e atenção possíveis. Inimaginável.
Não consigo enxergar em todos os lares tanta paixão e harmonia! É amor demais pro meu coraçãozinho!
Fico derretida... Deu pra ver, né?
Eu já dava valor à minha família há muito tempo, não é de agora, mas tem horas que não dá pra deixar de falar.
Meus dias estão sofridos. Olhe, pra eu falar issooo... Mas, aqui em casa, eu sou o centro das atenções. Todos os olhares estão sobre mim. Não fico sozinha ou desamparada em momento algum.
Sei que tem casas por aí que não teriam condições de me dar tanto apoio. Não por falta de querer, mas talvez por medo, por desespero, ou por opção mesmo.
Sorte que eu tenho várias irmãs. Se não tivesse, já seria diferente. Minha mãe sempre está disponível, deixa de realizar suas coisas para ficar ao meu lado. Meu pai faz de tudo para que nada me falte. Até quem eu pensei que não iria me ajudar, está feliz em fazê-lo.
Não é mesmo a coisa mais linda que Deus poderia me dar?
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Só vendo pra crer como eu também sou amada, porque tenho recebido todo o carinho e atenção possíveis. Inimaginável.
Não consigo enxergar em todos os lares tanta paixão e harmonia! É amor demais pro meu coraçãozinho!
Fico derretida... Deu pra ver, né?
Eu já dava valor à minha família há muito tempo, não é de agora, mas tem horas que não dá pra deixar de falar.
Meus dias estão sofridos. Olhe, pra eu falar issooo... Mas, aqui em casa, eu sou o centro das atenções. Todos os olhares estão sobre mim. Não fico sozinha ou desamparada em momento algum.
Sei que tem casas por aí que não teriam condições de me dar tanto apoio. Não por falta de querer, mas talvez por medo, por desespero, ou por opção mesmo.
Sorte que eu tenho várias irmãs. Se não tivesse, já seria diferente. Minha mãe sempre está disponível, deixa de realizar suas coisas para ficar ao meu lado. Meu pai faz de tudo para que nada me falte. Até quem eu pensei que não iria me ajudar, está feliz em fazê-lo.
Não é mesmo a coisa mais linda que Deus poderia me dar?
♥ ♥ ♥
Recuperação
sábado, 28 de maio de 2011 amor, Deus, melhora, vidaGente, desculpem pela demora, mas eu passei quase um mês internada. Tive problemas com os níveis de albumina, minha barriga inchou, e ainda estou me recuperando.
Estou bem melhor do que estava antes.
Beijos
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Estou bem melhor do que estava antes.
Beijos
Recadinho
quinta-feira, 14 de abril de 2011 amor, psicologia, vidaMeninos e meninas, quanto tempo eu não escrevo coisa minha por aqui, hein? Tenho andado um pouco sem paciência pra parar, apesar de meu tempo continuar completamente livre!
Tô me acostumando com essa vida, quero só dormir (Deus me livre...)!
Bem, tenho dormido bastante. Pra quem estava sofrendo de insônia, agora é simplesmente o contrário!
Ah, eu acho que nem contei! Tem 3 semanas que vou à uma psicóloga.
Eu desejava isso há muito, mas não me mexia para que o desejo se tornasse realizade. E nem me mexi. Ele veio à mim.
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Tô me acostumando com essa vida, quero só dormir (Deus me livre...)!
Bem, tenho dormido bastante. Pra quem estava sofrendo de insônia, agora é simplesmente o contrário!
Ah, eu acho que nem contei! Tem 3 semanas que vou à uma psicóloga.
Eu desejava isso há muito, mas não me mexia para que o desejo se tornasse realizade. E nem me mexi. Ele veio à mim.
25 aninhos
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 amor, aniversário, Lana, viagem, vidaEu estou completando mais um aniversário, mais um nascimento, mais vida à minha vida!
Olha, eu amo comemorar esse dia. Amo de verdade.
Todo mundo aqui sabe que eu tenho uma irmã gêmea, não sabe? Então, se não sabia, descobriu agora.
Minha irmã se chama Lana. Igual às fadinhas do Castelo Rá-Tim-Bum, recordam?
Pois bem, eu era quem sempre queria convidar todo mundo para a minha casa, pra comer bolo, salgadinho, conversar, brincar... Sempre!
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Olha, eu amo comemorar esse dia. Amo de verdade.
Todo mundo aqui sabe que eu tenho uma irmã gêmea, não sabe? Então, se não sabia, descobriu agora.
Minha irmã se chama Lana. Igual às fadinhas do Castelo Rá-Tim-Bum, recordam?
Pois bem, eu era quem sempre queria convidar todo mundo para a minha casa, pra comer bolo, salgadinho, conversar, brincar... Sempre!
Ano-novo
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 amor, ano novo, blogMeus lindos, não houve recesso no trabalho, mas sim recesso no blog. As horas têm corrido tão rápido, que eu nem olho pro computador.
Desejo a vocês um novo ano abençoado, cheio de paz e amor!!
Tô na praia e vou curtir um solzinho, mas cheia de protetor, don't worry!
Beijos!
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Desejo a vocês um novo ano abençoado, cheio de paz e amor!!
Tô na praia e vou curtir um solzinho, mas cheia de protetor, don't worry!
Beijos!
Perdoe-me, perdão
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 amor, avô, Deus, perdão, vidaHá exatamente quatro anos, seis meses e 20 dias, perdi minha avó por parte de pai.
Muito lúcida e jovem, foi vítima de problemas cardíacos.
Eu tinha duas avós e um avô. Avô postiço, era padastro de meu pai.
Era meu avô, porque nasci e ele já existia em minha vida. Casou com a mãe de meu pai antes mesmo de minha mamãe pensar em engravidar de mim.
Infelizmente, perdi esse meu avô junto com a minha avó. O ano foi de uma tristeza muito grande.
Ele saiu de nossas vidas sem deixar rastros.
Vovó faleceu no fim de maio daquele de2006. Lembro que era época da Copa do Mundo. Estava viajando de carro e conversando sobre os últimos acontecimentos, dizendo como não entendia que o "meu" avô estava fazendo aquilo.
Bem, não cabe aqui falar tudo, pois estou detalhando vivências, acontecimentos sérios. Tenho um motivo, você vai perceber mais tarde.
Essa conversa toda é por casa dele, o avô.
Nós continuamos a frequentar a sua casa, claro, porque ele era da família.
Era um senhor gordo, de pele clara, cabelos brancos e jeito sereno. Era querido, eu o queria bem.
Em 2006, ainda, casou com outra mulher e cortou laços conosco -- comigo, meus pais, minhas irmãs. Qual o motivo? Não sei. Nunca tive explicações.
Sei que fui expulsa de sua casa -- não só eu --, mas aquilo me doeu bastante. Me doeu na alma, se é que se pode doer assim.
Por que, afinal, alguém faria isso?
Continuo sem saber.
Em 2006, perdi uma avó e um avô.
Sonhei demais em poder falar com ele novamente, meu amor era grande. Minha raiva passou, não tinha porque querê-lo mal. Às vezes eu pensava que ele era prisioneiro, que era obrigado a nos renegar. (Mas a gente só faz as coisas se quiser, não é verdade? Se a ideia é de outro, mas a concebemos, é porque, de algum modo, ela nos é certa.)
Há uma semana, deram-me a notícia de que ele estava internado, doente. Horas mais tarde, ele faleceu.
Estava melancólica. Saber daquilo me deixou com um sentimento de pena maior do que o da saudade.
Sim, eu sentia saudade, mas minha dó era porque não pudemos nos reconciliar, e agora era tarde. Eu esperava que ele me pedisse desculpas.
Senti, dentro de mim, a necessidade de vê-lo no velório, e briguei por isso. Fiquei triste, me emocionei. Era meu avô alí no caixão, e nós não nos falávamos há mais de quatro anos!
Nunca consegui entender esse afastamento, essa insensibilidade, por um simples motivo: eu não sou assim.
Hoje, na missa de sétimo dia, pedi perdão. Não foi ele quem se desculpou.
Nunca vi uma missa de sétimo dia tão sem emoção. Não somente por mim, mas por todos ali presentes, todos que minha vista conseguia enxergar.
Lia os versos do missal, as homenagens escritas, os textos ressaltando como aquele homem era bom, generoso, caridoso, solidário, amoroso.
Na minha cabeça, ia negando, como se balançasse a cabeça de um lado pro outro, como que fazendo um NÃO.
Não vivi com esse homem tão majestoso. Pelo menos, não o tempo todo.
Aí eu percebi que achava que o tinha perdoado. Achava, porque, àquele momento, só consegui ressaltar como ele me maltratou e nos maltratou.
Reclamei, em casa, do orgulho de alguns, mas não me via dessa maneira.
Tô vendo como o perdão é difícil. Quero lembrar dele como essa pessoa boa, generosa, caridosa, solidária, amorosa, e não como alguém que fingia que eu não existia e me reconhecia sem carinho.
Sei que ele perguntava por mim, às escondidas, mas renegar a família é de uma frieza enorme.
Mesmo assim, eu pensava tê-lo perdoado.
Dizem que quando se entra pela primeira vez numa igreja, pode-se fazer um pedido, não é?
Eis o meu: quero esquecer as ofensas, quero amá-lo verdadeiramente, quero colocar um véu sobre o passado.
Fico aqui imaginando como muitas famílias se perdem por discussões bobas, dinheiro, divisão de bens. Não tenho em mim essa desunião.
Pelo amor de Deus, não leve isso adiante. Sentir isso é ruim, meu povo. Não queria, não.
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Muito lúcida e jovem, foi vítima de problemas cardíacos.
Eu tinha duas avós e um avô. Avô postiço, era padastro de meu pai.
Era meu avô, porque nasci e ele já existia em minha vida. Casou com a mãe de meu pai antes mesmo de minha mamãe pensar em engravidar de mim.
Infelizmente, perdi esse meu avô junto com a minha avó. O ano foi de uma tristeza muito grande.
Ele saiu de nossas vidas sem deixar rastros.
Vovó faleceu no fim de maio daquele de2006. Lembro que era época da Copa do Mundo. Estava viajando de carro e conversando sobre os últimos acontecimentos, dizendo como não entendia que o "meu" avô estava fazendo aquilo.
Bem, não cabe aqui falar tudo, pois estou detalhando vivências, acontecimentos sérios. Tenho um motivo, você vai perceber mais tarde.
Essa conversa toda é por casa dele, o avô.
Nós continuamos a frequentar a sua casa, claro, porque ele era da família.
Era um senhor gordo, de pele clara, cabelos brancos e jeito sereno. Era querido, eu o queria bem.
Em 2006, ainda, casou com outra mulher e cortou laços conosco -- comigo, meus pais, minhas irmãs. Qual o motivo? Não sei. Nunca tive explicações.
Sei que fui expulsa de sua casa -- não só eu --, mas aquilo me doeu bastante. Me doeu na alma, se é que se pode doer assim.
Por que, afinal, alguém faria isso?
Continuo sem saber.
Em 2006, perdi uma avó e um avô.
Sonhei demais em poder falar com ele novamente, meu amor era grande. Minha raiva passou, não tinha porque querê-lo mal. Às vezes eu pensava que ele era prisioneiro, que era obrigado a nos renegar. (Mas a gente só faz as coisas se quiser, não é verdade? Se a ideia é de outro, mas a concebemos, é porque, de algum modo, ela nos é certa.)
Há uma semana, deram-me a notícia de que ele estava internado, doente. Horas mais tarde, ele faleceu.
Estava melancólica. Saber daquilo me deixou com um sentimento de pena maior do que o da saudade.
Sim, eu sentia saudade, mas minha dó era porque não pudemos nos reconciliar, e agora era tarde. Eu esperava que ele me pedisse desculpas.
Senti, dentro de mim, a necessidade de vê-lo no velório, e briguei por isso. Fiquei triste, me emocionei. Era meu avô alí no caixão, e nós não nos falávamos há mais de quatro anos!
Nunca consegui entender esse afastamento, essa insensibilidade, por um simples motivo: eu não sou assim.
Hoje, na missa de sétimo dia, pedi perdão. Não foi ele quem se desculpou.
Nunca vi uma missa de sétimo dia tão sem emoção. Não somente por mim, mas por todos ali presentes, todos que minha vista conseguia enxergar.
Lia os versos do missal, as homenagens escritas, os textos ressaltando como aquele homem era bom, generoso, caridoso, solidário, amoroso.
Na minha cabeça, ia negando, como se balançasse a cabeça de um lado pro outro, como que fazendo um NÃO.
Não vivi com esse homem tão majestoso. Pelo menos, não o tempo todo.
Aí eu percebi que achava que o tinha perdoado. Achava, porque, àquele momento, só consegui ressaltar como ele me maltratou e nos maltratou.
Reclamei, em casa, do orgulho de alguns, mas não me via dessa maneira.
Tô vendo como o perdão é difícil. Quero lembrar dele como essa pessoa boa, generosa, caridosa, solidária, amorosa, e não como alguém que fingia que eu não existia e me reconhecia sem carinho.
Sei que ele perguntava por mim, às escondidas, mas renegar a família é de uma frieza enorme.
Mesmo assim, eu pensava tê-lo perdoado.
Dizem que quando se entra pela primeira vez numa igreja, pode-se fazer um pedido, não é?
Eis o meu: quero esquecer as ofensas, quero amá-lo verdadeiramente, quero colocar um véu sobre o passado.
Fico aqui imaginando como muitas famílias se perdem por discussões bobas, dinheiro, divisão de bens. Não tenho em mim essa desunião.
Pelo amor de Deus, não leve isso adiante. Sentir isso é ruim, meu povo. Não queria, não.
Você faz e o outro melhora
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010 amigos, amor, mamãe, menção, trabalhoNão faz muito tempo, numa conversa com uma das minhas tias e mamãe, o assunto, não sei o porquê, era o de como atitudes de A interferiam na vida de B.
Positiva ou negativamente.
A ou B podem ser quaisquer pessoas. A pode ser eu e B, você; ou vice-versa. Um ou outro, não importa. A questão aqui era de como vidas são afetadas por simples atitudes.
Positiva ou negativamente.
A ou B podem ser quaisquer pessoas. A pode ser eu e B, você; ou vice-versa. Um ou outro, não importa. A questão aqui era de como vidas são afetadas por simples atitudes.
"Quanto mais eu vivo, mais eu percebo o impacto da atitude na vida. Ela é mais importante que o passado, que a educação, que o dinheiro, que as circunstâncias, que os fracassos, que os sucessos, e do que as outras pessoas pensam, dizem, ou fazem."
(Chuck Swindoll)
(Chuck Swindoll)
Um dos exemplos que minha tia deu foi algo que eu fiz, e eu não tinha nem noção.
Enquanto eu estava na faculdade, a turma fazia visitas a unidades de saúde para a realização de atividades sociais. Eu sempre gostei disso, de ficar em contato com a comunidade e tentar transmitir informações úteis. (Apesar de que, preciso desabafar aqui: grande parte das pessoas não queriam ser ajudadas. Por quê? Ai, gente, eu não tenho condições psicológicas de ver quem precisa de ajuda se fazer de orgulhoso e não dar o braço a torcer.)
Enfim, numa dessas datas, encontrei um tio meu, que estava prestes a entrar no consultório médico.
Quando dei por terminada a minha tarefa, uma vez que as pessoas não prestavam atenção nas minhas palavras, fui lá conversar com ele. Perguntei o que ele fazia alí, dei-lhe um abraço, expliquei que estava com o pessoal da faculdade e desejei boa sorte.
Um ano depois... quando eu tô no meio dessa conversa em família, minha tia fala como eu mudei o meu tio.
Quando eu lhe abri um sorriso, ele pensou: "Eu tenho tudo, e essa menina, do jeito que tá, ainda está mais feliz que eu.
(Não tô aumentando a história, não. Foi assim mesmo.)
E quem disse que eu sonhava com isso?
Daí que eu lembro como realmente tudo pode mudar, dependendo da atitude do outro. Se você está bem, e vem alguém e lhe trata mal, você tende a ficar pra baixo. Fica naquele silêncio cortante.
Hoje eu levei um carão de uma colega de trabalho, por inventar de fazer procedimentos que não preciso realizar (por não receber propriamente por eles), e sei que, se eu não estivesse em um bom dia, tinha levado as palavras dela como uma intenção de me humilhar.
Hoje, ainda, um dos meus principais intrumentais de trabalho quebrou completamente. Pensei: "Como vou atender??"
Peguei emprestado de outra colega da clínica. Daqui uns instantes, vem a auxiliar me contar, em segredo, que a colega confessou à ela que não iria mais deixar o instrumental no consultório -- pra eu não usá-lo. Repito: se eu não estivesse em um bom dia, tinha levado as palavras dela como uma ofensa.
E olhe que eu já fui uma supermegabrutamontes-da-ignorância. Não porque eu queria, mas era o meu jeito. Falava as brutalidades sem pensar, nem via aquilo como um insulto, achava normal.
Normal é uma fruta, uma comida gostosa: ignorância nunca vai ser normal.
O amor foi me modelando aos poucos, mas eu sei que eu ainda não sou nem um milésimo do que eu posso ser.
Eu ainda fico puta da vida com muito da minha rotina, dos meus de casa, da mesmice -- e olhe que é onde mais precisamos ter paciência...
Mesmo assim, mais tarde, me deparei com uma alma caridosa que se ofereceu pra me emprestar, quando eu quisesse, esse bendito instrumental. E aí que meu dia melhorou, né? :)
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Enquanto eu estava na faculdade, a turma fazia visitas a unidades de saúde para a realização de atividades sociais. Eu sempre gostei disso, de ficar em contato com a comunidade e tentar transmitir informações úteis. (Apesar de que, preciso desabafar aqui: grande parte das pessoas não queriam ser ajudadas. Por quê? Ai, gente, eu não tenho condições psicológicas de ver quem precisa de ajuda se fazer de orgulhoso e não dar o braço a torcer.)
Enfim, numa dessas datas, encontrei um tio meu, que estava prestes a entrar no consultório médico.
Quando dei por terminada a minha tarefa, uma vez que as pessoas não prestavam atenção nas minhas palavras, fui lá conversar com ele. Perguntei o que ele fazia alí, dei-lhe um abraço, expliquei que estava com o pessoal da faculdade e desejei boa sorte.
Um ano depois... quando eu tô no meio dessa conversa em família, minha tia fala como eu mudei o meu tio.
Quando eu lhe abri um sorriso, ele pensou: "Eu tenho tudo, e essa menina, do jeito que tá, ainda está mais feliz que eu.
(Não tô aumentando a história, não. Foi assim mesmo.)
E quem disse que eu sonhava com isso?
Daí que eu lembro como realmente tudo pode mudar, dependendo da atitude do outro. Se você está bem, e vem alguém e lhe trata mal, você tende a ficar pra baixo. Fica naquele silêncio cortante.
Hoje eu levei um carão de uma colega de trabalho, por inventar de fazer procedimentos que não preciso realizar (por não receber propriamente por eles), e sei que, se eu não estivesse em um bom dia, tinha levado as palavras dela como uma intenção de me humilhar.
Hoje, ainda, um dos meus principais intrumentais de trabalho quebrou completamente. Pensei: "Como vou atender??"
Peguei emprestado de outra colega da clínica. Daqui uns instantes, vem a auxiliar me contar, em segredo, que a colega confessou à ela que não iria mais deixar o instrumental no consultório -- pra eu não usá-lo. Repito: se eu não estivesse em um bom dia, tinha levado as palavras dela como uma ofensa.
E olhe que eu já fui uma supermegabrutamontes-da-ignorância. Não porque eu queria, mas era o meu jeito. Falava as brutalidades sem pensar, nem via aquilo como um insulto, achava normal.
Normal é uma fruta, uma comida gostosa: ignorância nunca vai ser normal.
O amor foi me modelando aos poucos, mas eu sei que eu ainda não sou nem um milésimo do que eu posso ser.
Eu ainda fico puta da vida com muito da minha rotina, dos meus de casa, da mesmice -- e olhe que é onde mais precisamos ter paciência...
Mesmo assim, mais tarde, me deparei com uma alma caridosa que se ofereceu pra me emprestar, quando eu quisesse, esse bendito instrumental. E aí que meu dia melhorou, né? :)
Velhos amigos
terça-feira, 5 de outubro de 2010 amigos, amor, Deus, vidaUltimamente eu tenho saído com um grupo de amigos da época do colégio. Não é novidade, porque a minha turma pra toda hora é da época do colégio, mas essa é outra que se iniciou por lá.
Pessoas que estudaram comigo e que me apresentaram mais pessoas do círculo de amizades delas, e por aí vai. Isso já tem uns nove anos.
Alguns eu continuei falando durante todo esse tempo, uns desapareceram, uns foram morar em outros estados, uns apareciam de vez em quando: todos foram reunidos.
Tenho que dizer que essa reunião de criaturas tão diferentes tem me animado bastante, porque, afinal, a gente só se encontra pra gargalhar, contar as nossas histórias, as nossas novidades.
Uma coisa que eu reparei foi que, mesmo com o passar dos anos, as amizades bem fundadas só trazem lembranças boas.
No começo, quando nos achamos e decidimos que iríamos nos encontrar, fiquei apreensiva, com aquela pulga atrás da orelha. Como estariam todos?
O pré-reencontro pode até ser amedrontador, mas é divertido rir do passado e constatar que o presente é parecido... E você quer aquilo no futuro, você quer dar continuidade à essa situação.
Nossas escolhas, no fim das contas, permanecem muito parecidas.
Outra coisa que percebi foi no quanto fizemos tanta besteira quando éramos adolescentes. Eu nunca fui de beber ou usar drogas, mas, relembrando, eu vejo que podia ter sido mais calma.
Eu olho e penso: "Meu Deus, eu tinha só uns 15 anos nessa época!", mas a gente precisa passar por aquilo pra ser o que é hoje, né?
Graças a Deus é que tudo isso é relevado, a gente aprende pra não cair na mesma tentação, e colocamos um véu sobre o passado.
Será que eu seria do mesmo jeito se minha vida tivesse tido outro rumo? Acho que não, viu.
No que for bom, acho que não precisamos mudar mesmo. Mas naquilo que precisa, vamos correr atrás?
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Pessoas que estudaram comigo e que me apresentaram mais pessoas do círculo de amizades delas, e por aí vai. Isso já tem uns nove anos.
Alguns eu continuei falando durante todo esse tempo, uns desapareceram, uns foram morar em outros estados, uns apareciam de vez em quando: todos foram reunidos.
Tenho que dizer que essa reunião de criaturas tão diferentes tem me animado bastante, porque, afinal, a gente só se encontra pra gargalhar, contar as nossas histórias, as nossas novidades.
Uma coisa que eu reparei foi que, mesmo com o passar dos anos, as amizades bem fundadas só trazem lembranças boas.
No começo, quando nos achamos e decidimos que iríamos nos encontrar, fiquei apreensiva, com aquela pulga atrás da orelha. Como estariam todos?
O pré-reencontro pode até ser amedrontador, mas é divertido rir do passado e constatar que o presente é parecido... E você quer aquilo no futuro, você quer dar continuidade à essa situação.
Nossas escolhas, no fim das contas, permanecem muito parecidas.
Outra coisa que percebi foi no quanto fizemos tanta besteira quando éramos adolescentes. Eu nunca fui de beber ou usar drogas, mas, relembrando, eu vejo que podia ter sido mais calma.
Eu olho e penso: "Meu Deus, eu tinha só uns 15 anos nessa época!", mas a gente precisa passar por aquilo pra ser o que é hoje, né?
Graças a Deus é que tudo isso é relevado, a gente aprende pra não cair na mesma tentação, e colocamos um véu sobre o passado.
Será que eu seria do mesmo jeito se minha vida tivesse tido outro rumo? Acho que não, viu.
No que for bom, acho que não precisamos mudar mesmo. Mas naquilo que precisa, vamos correr atrás?
Pai
segunda-feira, 13 de setembro de 2010 amor, Deus, papai, pensando, perdão, vidaMeu pai veio me contar um negócio que me deixou orgulhosa.
Ele chegou em casa dizendo que tinham falado mal dele, mas ele havia agido diferente por minha causa, tinha deixado pra lá.
Eu imaginei logo: "O que eu tenho a ver com isso?"
Foi aí que ele respondeu: "Porque eu pensei no que você fala, que a gente tem que relevar o que as pessoas dizem, não ficar com raiva."
Juro por Deus como eu fiquei matutando, pensando em quando eu disse isso.
Eu penso, mas não lembro nunca de ter dito isso.
Todo mundo acaba falando algo que magoa. Nem precisa ser necessariamente negativo, mas algum fato que a pessoa não gostaria de ouvir nos escapa.
Uma vez, uma grande amiga veio com essa conversa:
Amiga com raiva: "Você falou de mim para a Fulaninha"
Eu: "Eu falei mal de você? Eu falei isso, isso e isso. Não foi? Falei pra ela e falo pra você.
Amiga sem raiva: "Foi."
No final das contas, ser sincero apaga as mágoas. Às vezes, a notícia vem repassada por alguém mal intencionado. Acontece. Às vezes, mesmo sendo uma inverdade, não tem problema esquecer.
É bom saber esquecer.
(A conversa pode não ter sido exatamente dessa maneira, mas foi bem parecida.)
Pai, fiquei orgulhosa!! Eu não tenho nada a ver com isso, pois a ideia partiu de você.
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Ele chegou em casa dizendo que tinham falado mal dele, mas ele havia agido diferente por minha causa, tinha deixado pra lá.
Eu imaginei logo: "O que eu tenho a ver com isso?"
Foi aí que ele respondeu: "Porque eu pensei no que você fala, que a gente tem que relevar o que as pessoas dizem, não ficar com raiva."
Juro por Deus como eu fiquei matutando, pensando em quando eu disse isso.
Eu penso, mas não lembro nunca de ter dito isso.
Todo mundo acaba falando algo que magoa. Nem precisa ser necessariamente negativo, mas algum fato que a pessoa não gostaria de ouvir nos escapa.
Uma vez, uma grande amiga veio com essa conversa:
Amiga com raiva: "Você falou de mim para a Fulaninha"
Eu: "Eu falei mal de você? Eu falei isso, isso e isso. Não foi? Falei pra ela e falo pra você.
Amiga sem raiva: "Foi."
No final das contas, ser sincero apaga as mágoas. Às vezes, a notícia vem repassada por alguém mal intencionado. Acontece. Às vezes, mesmo sendo uma inverdade, não tem problema esquecer.
É bom saber esquecer.
(A conversa pode não ter sido exatamente dessa maneira, mas foi bem parecida.)
Pai, fiquei orgulhosa!! Eu não tenho nada a ver com isso, pois a ideia partiu de você.
Vou conhecer Brasília
quarta-feira, 25 de agosto de 2010 amigos, amor, feliz, Lana, viagem, vidaHoje eu viajo a Brasília, dessa vez para passear e, principalmente, encontrar uma amiga querida da adolescência, que eu não vejo há anos.
(Ok, foi ela quem me recebeu em Brasília quando eu fui fazer o meu primeiro PET, mas aí já é outra história, porque eu estava muito debilitada, passei só umas 10 horas na cidade, e dormi a minha permanência por lá quase toda.)
Então, olha que máximo: minha irmã gêmea, que atualmente mora em São Paulo, veio nos visitar. Ia ficar somente um dia, mas resolveu remarcar a data da volta. Marcou para quarta-feira, com voo no meio da tarde. Nada suspeito.
Ninguém nem percebeu, eu mesma não tinha me tocado que também viajava na quarta-feira, com voo no meio da tarde.
Eu iria num voo direto para Brasília; ela iria em direção a São Paulo, num voo com conexão em Brasília.
Pois é, foi coincidência: nós vamos juntas, no mesmo avião. E eu espero, lado a lado.
Fiquei muito feliz! :)
Essa não será um bom exemplo de viagem de férias, porque, como sabem, eu pouco trabalho e tal... Mas é uma viagem diferente, tô indo sozinha, num lugar que eu não conheço, vou ter que me virar. Será primeira vez que farei isso.
Ouvi falar que a cidade não tem muito o que fazer, mas muito o que comer. Enfim, vocês já sabem como me aguardar no domingo: uma bolinha.
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(Ok, foi ela quem me recebeu em Brasília quando eu fui fazer o meu primeiro PET, mas aí já é outra história, porque eu estava muito debilitada, passei só umas 10 horas na cidade, e dormi a minha permanência por lá quase toda.)
Então, olha que máximo: minha irmã gêmea, que atualmente mora em São Paulo, veio nos visitar. Ia ficar somente um dia, mas resolveu remarcar a data da volta. Marcou para quarta-feira, com voo no meio da tarde. Nada suspeito.
Ninguém nem percebeu, eu mesma não tinha me tocado que também viajava na quarta-feira, com voo no meio da tarde.
Eu iria num voo direto para Brasília; ela iria em direção a São Paulo, num voo com conexão em Brasília.
Pois é, foi coincidência: nós vamos juntas, no mesmo avião. E eu espero, lado a lado.
Fiquei muito feliz! :)
Essa não será um bom exemplo de viagem de férias, porque, como sabem, eu pouco trabalho e tal... Mas é uma viagem diferente, tô indo sozinha, num lugar que eu não conheço, vou ter que me virar. Será primeira vez que farei isso.
Ouvi falar que a cidade não tem muito o que fazer, mas muito o que comer. Enfim, vocês já sabem como me aguardar no domingo: uma bolinha.
Ídolos?
quinta-feira, 15 de julho de 2010 amor, link, Twitter, vidaEsses dias eu li, aqui pela internet, que "o tempo é o melhor remédio contra ídolos."
Bem, eu achei uma afimarção corretíssima. Pra mim, isso não existe mais.
Ídolos, quem sois?
Quando somos mais jovens, viramos fãs de tudo o que aparece pela frente: aquela bandinha pop, um cantor bonito, o ator da novela das dez.
Há controvérsias, mas a gente demora mesmo a amadurecer.
No fim das contas, eu percebi que o ídolo distante, aquele que a gente idolatra de longe e nunca vai conhecer, não merece nosso afoito amor. Uma admiração nunca é demais, mas o amor, de virar fã mesmo, é para quem vive por nós.
Nossos pais, irmãos, amigos queridos. Até quem não tem muito convívio conosco, um dia mostra a sua importância.
Percebemos, com o passar dos anos, que algumas pessoas nunca ficam para trás em nossas vidas. Elas, mesmo distantes, interferem de algum modo. São lembradas; são exaltadas; são capazes de nos fazer abrir sorrisos e dar risadas, sem nem mesmo estarem ali, em nossa presença.
Esses sim são ídolos. Ídolos são os de casa.
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Bem, eu achei uma afimarção corretíssima. Pra mim, isso não existe mais.
Ídolos, quem sois?
Quando somos mais jovens, viramos fãs de tudo o que aparece pela frente: aquela bandinha pop, um cantor bonito, o ator da novela das dez.
Há controvérsias, mas a gente demora mesmo a amadurecer.
No fim das contas, eu percebi que o ídolo distante, aquele que a gente idolatra de longe e nunca vai conhecer, não merece nosso afoito amor. Uma admiração nunca é demais, mas o amor, de virar fã mesmo, é para quem vive por nós.
Nossos pais, irmãos, amigos queridos. Até quem não tem muito convívio conosco, um dia mostra a sua importância.
Percebemos, com o passar dos anos, que algumas pessoas nunca ficam para trás em nossas vidas. Elas, mesmo distantes, interferem de algum modo. São lembradas; são exaltadas; são capazes de nos fazer abrir sorrisos e dar risadas, sem nem mesmo estarem ali, em nossa presença.
Esses sim são ídolos. Ídolos são os de casa.
Mensagem
segunda-feira, 21 de junho de 2010 amor, blogEu acabo de ler uma mensagem que diz que, no fim, o amor que a gente dá é o mesmo que a gente recebe. Aí eu penso comigo mesma: eu acho que estou amando direitinho, tenho recebido muito amor. Até de quem eu não conheço.
Então eu abro o blog e leio mensagens de apoio e orações. Lindo, não?
Eu acho. Demais.
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Então eu abro o blog e leio mensagens de apoio e orações. Lindo, não?
Eu acho. Demais.
Copa do Mundo
terça-feira, 15 de junho de 2010 amor, Copa do Mundo, futuroOi, gente! Como estão todos curtindo a Copa do Mundo?
Sabe, eu gosto de futebol (Fortaleeeeeeeza e Brasil!!). Gosto de esportes. Sou a melhor companheria para esportes, porque me divirto vendo tudo: futebol, tênis, vôlei, Fórmula 1 etc.
E eu sou a-p-a-i-x-o-n-a-d-a pela Copa do Mundo, seríssimo. Desde a primeira Copa que eu me entendo por gente, em 1994, quando eu tinha oito aninhos, eu me desespero. Como é que uma menina se desespera tanto, hein?
Nunca esqueço do jogo do Brasil contra a Holanda, eu já entendendo aqueles "Laranjas Mecânicas" e o coração quase pulando pela boca!
Nosso Brasil-sil-siiiil não jogou essas coisas todas hoje, né? A Coréia do Norte estava tão na defesa, que no primeiro tempo foi tristinho. Se Deus quiser, vamos melhorar nos próximos jogos.
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Sabe, eu gosto de futebol (Fortaleeeeeeeza e Brasil!!). Gosto de esportes. Sou a melhor companheria para esportes, porque me divirto vendo tudo: futebol, tênis, vôlei, Fórmula 1 etc.
E eu sou a-p-a-i-x-o-n-a-d-a pela Copa do Mundo, seríssimo. Desde a primeira Copa que eu me entendo por gente, em 1994, quando eu tinha oito aninhos, eu me desespero. Como é que uma menina se desespera tanto, hein?
Nunca esqueço do jogo do Brasil contra a Holanda, eu já entendendo aqueles "Laranjas Mecânicas" e o coração quase pulando pela boca!
Nosso Brasil-sil-siiiil não jogou essas coisas todas hoje, né? A Coréia do Norte estava tão na defesa, que no primeiro tempo foi tristinho. Se Deus quiser, vamos melhorar nos próximos jogos.
Curta-metragem
quinta-feira, 15 de abril de 2010 amor, feliz, vida, vídeoRecebi esse vídeo por um amigo, e adorei demais!
O valor do sorriso e de palavras boas ditas e escutadas...
O valor do sorriso e de palavras boas ditas e escutadas...
Parte 1:
Parte 2:
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Parte 2:
Amigos
domingo, 28 de março de 2010 amigos, amor, vidaHoje eu estou a saudosista... :)
Então aproveito para dizer, meus amigos, o quanto vocês são especiais! Cada um à sua maneira, mas todos são muito queridos.
Alguns eu gostei de cara; amei, na verdade. Outros eu não gostei de jeito nenhum, porém eu fui sendo conquistada, de pouquinho em pouquinho.
Não dá pra explicar o que eu sinto, mas sou apaixonada por vocês!
Houve certos desentimentos, brigas bobas, brigas feias... Mas amizades sempre ficam no coração: não dá pra esquecer.
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Então aproveito para dizer, meus amigos, o quanto vocês são especiais! Cada um à sua maneira, mas todos são muito queridos.
Alguns eu gostei de cara; amei, na verdade. Outros eu não gostei de jeito nenhum, porém eu fui sendo conquistada, de pouquinho em pouquinho.
Não dá pra explicar o que eu sinto, mas sou apaixonada por vocês!
Houve certos desentimentos, brigas bobas, brigas feias... Mas amizades sempre ficam no coração: não dá pra esquecer.
A dor - Parte I
quinta-feira, 18 de março de 2010 amor, Deus, dor, link, mençãoNo dia 4 desse mês, eu assiti a uma palestra de uma criatura doce. Conheço sua família, e já por isso admiro a todos, que sempre andam juntos, unidos há tanto tempo: um jovem casal com dois meninos -- todos lindos.
O Herbet Fernandes tem esse nome estranho mesmo, mas as palavras são de sua autoria. Eu sinto que a palestra foi muito mais divertida do que o texto aqui redigido por mim, porque peguei a cópia dele e não gravei nada -- o discurso anima. Além do que, tive que retirar algumas partes do original (que fala de reencarnação), para poder se adequar a todas as crenças.
Espero não ter estragado nada por aqui. Ah, vou fazer citações no decorrer do texto.
❝Em nossa visão estreita e imediatista, entendemos a dor, seja ela física, moral, espiritual ou coletiva, como uma punição divina ou como injustiça, por não nos acharmos merecedores dela. Aí vem a pergunta: “Por que eu?”❞
Sinceramente, eu nunca pensei nisso. Por que eu, por que não eu? Isso faria diferença? É isso e pronto, eu até esqueço que estou “doente”, porque não é assim que me sinto.
Acredito que a maioria pense assim, mas não acho correto. De toda forma, quem sou eu para criticar? Cada um sabe o que passa em si, mas cada um tem a cruz que pode suportar.
❝A dor, como sabemos, pode ter causas (...) quando violamos as leis de Deus, ou (...) quando caímos em armadilhas de nossa imprevidência, orgulho ou ambição e, por conseqüência, sofremos (...). Tudo gerado pelas nossas atitudes, pelo nosso mal proceder.
Todos nós, em algum momento, nos deparamos com a dor. E, na maioria das vezes, é ela quem nos reajusta no caminho, nos aproximando do Pai.
Deus, que é soberanamente justo e bom, criou leis que são perfeitas. Quando vivenciamos essas leis, ficamos equilibrados e somos felizes. Todas as vezes que violamos essas leis, entramos em desequilíbrio. Para nos reequilibrarmos, é necessário que nos reajustemos a elas. Esse reajuste pode se dar pelo amor ou pela dor. Como nossa capacidade de amar ainda é muito limitada, acabamos por nos reajustar através da dor, que tem uma função educativa, jamais punitiva.❞
Verdade mesmo. Eu achei que fiquei bem mais feliz quando tive esse encontro, e hoje li, num exemplar da SUPERINTERESSANTE, que a gente já nasce "acreditando" em algo maior, como um deus: é genético.
Vocês sabiam?
❝A dor será sempre proporcional ao “estrago” que fizermos em nós mesmos pelo mau uso do nosso livre-arbítrio, que nada mais é do que a possibilidade de fazermos nossas próprias escolhas. Ao ferir o próximo, o mal retorna para junto de nós, pois fica gravado em nossa consciência. A dor é, então, um mecanismo natural da vida que tem, por objetivo, a educação do indivíduo.❞
Se eu pensar assim, pelo amor de Deus, o que eu realmente teria feito pra ter um câncer, né, gente? Que mal foi esse?? Mas eu acredito em reencarnação, e algo de muito obscuro e que eu não nem quero saber, pode ter explicação aqui.
Mas, no fim, muitos dos males que a gente faz, ficam em nós mesmos, nas nossas consciências. Como quando eu falei aqui do perdão, que a gente precisa se perdoar antes. Olha o tempo que eu perdi me maltratando, sem conseguir isso. As nossas atitudes pesam, pelo menos se você não for um mau caráter convicto.
❝Todo sofrimento é uma doença da alma em desajuste. A dor é o remédio amargo que desperta no ser, que desperta em nós, a necessidade de transformação. Como mostrar às pessoas a finalidade da dor, se normalmente nos sentimos tão aflitos por ela?
Leon Denis afirma que “a dor será necessária enquanto o homem não tiver posto seus pensamentos e deus atos de acordo com as leis eternas. Somos os arquitetos de nossa vida. Se temos essa consciência, devemos trabalhar hoje por um amanhã melhor”. Diz, ainda, que todos somos responsáveis por nós mesmos e, de certa forma, por toda a humanidade. Gerando para nós e ou para o mundo, infortúnios e ou alegrias de acordo com nossa consciência e com as escolhas que fazemos no decorrer de nossas vidas.❞
Muitas pessoas talvez achem isso ingênuo, porque não é o que conseguimos enxergar no mundo. Nem no atual nem na antiguidade. Quantas pessoas cheias de ódio, malvadas, não vivem aí, 90 ou 100 anos? E gente boa, que salva vidas, morre cedo?
Talvez essas pessoas “ruins” estejam, simplesmente, ganhando mais tempo para ver se melhoram. Quem sabe?
Certo, por hoje é só. Ainda vai ter mais do Herbet, ok? Voltarei em breve.
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O Herbet Fernandes tem esse nome estranho mesmo, mas as palavras são de sua autoria. Eu sinto que a palestra foi muito mais divertida do que o texto aqui redigido por mim, porque peguei a cópia dele e não gravei nada -- o discurso anima. Além do que, tive que retirar algumas partes do original (que fala de reencarnação), para poder se adequar a todas as crenças.
Espero não ter estragado nada por aqui. Ah, vou fazer citações no decorrer do texto.
❝Em nossa visão estreita e imediatista, entendemos a dor, seja ela física, moral, espiritual ou coletiva, como uma punição divina ou como injustiça, por não nos acharmos merecedores dela. Aí vem a pergunta: “Por que eu?”❞
Sinceramente, eu nunca pensei nisso. Por que eu, por que não eu? Isso faria diferença? É isso e pronto, eu até esqueço que estou “doente”, porque não é assim que me sinto.
Acredito que a maioria pense assim, mas não acho correto. De toda forma, quem sou eu para criticar? Cada um sabe o que passa em si, mas cada um tem a cruz que pode suportar.
❝A dor, como sabemos, pode ter causas (...) quando violamos as leis de Deus, ou (...) quando caímos em armadilhas de nossa imprevidência, orgulho ou ambição e, por conseqüência, sofremos (...). Tudo gerado pelas nossas atitudes, pelo nosso mal proceder.
Todos nós, em algum momento, nos deparamos com a dor. E, na maioria das vezes, é ela quem nos reajusta no caminho, nos aproximando do Pai.
Deus, que é soberanamente justo e bom, criou leis que são perfeitas. Quando vivenciamos essas leis, ficamos equilibrados e somos felizes. Todas as vezes que violamos essas leis, entramos em desequilíbrio. Para nos reequilibrarmos, é necessário que nos reajustemos a elas. Esse reajuste pode se dar pelo amor ou pela dor. Como nossa capacidade de amar ainda é muito limitada, acabamos por nos reajustar através da dor, que tem uma função educativa, jamais punitiva.❞
Verdade mesmo. Eu achei que fiquei bem mais feliz quando tive esse encontro, e hoje li, num exemplar da SUPERINTERESSANTE, que a gente já nasce "acreditando" em algo maior, como um deus: é genético.
Vocês sabiam?
❝A dor será sempre proporcional ao “estrago” que fizermos em nós mesmos pelo mau uso do nosso livre-arbítrio, que nada mais é do que a possibilidade de fazermos nossas próprias escolhas. Ao ferir o próximo, o mal retorna para junto de nós, pois fica gravado em nossa consciência. A dor é, então, um mecanismo natural da vida que tem, por objetivo, a educação do indivíduo.❞
Se eu pensar assim, pelo amor de Deus, o que eu realmente teria feito pra ter um câncer, né, gente? Que mal foi esse?? Mas eu acredito em reencarnação, e algo de muito obscuro e que eu não nem quero saber, pode ter explicação aqui.
Mas, no fim, muitos dos males que a gente faz, ficam em nós mesmos, nas nossas consciências. Como quando eu falei aqui do perdão, que a gente precisa se perdoar antes. Olha o tempo que eu perdi me maltratando, sem conseguir isso. As nossas atitudes pesam, pelo menos se você não for um mau caráter convicto.
❝Todo sofrimento é uma doença da alma em desajuste. A dor é o remédio amargo que desperta no ser, que desperta em nós, a necessidade de transformação. Como mostrar às pessoas a finalidade da dor, se normalmente nos sentimos tão aflitos por ela?
Leon Denis afirma que “a dor será necessária enquanto o homem não tiver posto seus pensamentos e deus atos de acordo com as leis eternas. Somos os arquitetos de nossa vida. Se temos essa consciência, devemos trabalhar hoje por um amanhã melhor”. Diz, ainda, que todos somos responsáveis por nós mesmos e, de certa forma, por toda a humanidade. Gerando para nós e ou para o mundo, infortúnios e ou alegrias de acordo com nossa consciência e com as escolhas que fazemos no decorrer de nossas vidas.❞
Muitas pessoas talvez achem isso ingênuo, porque não é o que conseguimos enxergar no mundo. Nem no atual nem na antiguidade. Quantas pessoas cheias de ódio, malvadas, não vivem aí, 90 ou 100 anos? E gente boa, que salva vidas, morre cedo?
Talvez essas pessoas “ruins” estejam, simplesmente, ganhando mais tempo para ver se melhoram. Quem sabe?
Certo, por hoje é só. Ainda vai ter mais do Herbet, ok? Voltarei em breve.
É perdoando que se é perdoado
quinta-feira, 4 de março de 2010 amor, Deus, perdão, vidaHoje me deu um clique e eu resolvi falar sobre o perdão. Nem lembro se esse assunto já foi discutido, mas eu sei que não da maneira como vou dizer agora. Isso eu sei.
Vou fazer uma analogia.
A vida é uma avenida. No seu percurso, existem algumas pequenas ruas que a cortam. E no meio da direção, alguns carros nos atrapalham, andam devagar demais pra nossa euforia; caímos em buracos e também conseguimos sair; batemos o carro e ficamos arrasados. Nós passamos a rua que queremos entrar e ficamos zangados por termos perdido a chance.
A gente tem o livre-arbítrio e, com ele, a opção de escolhermos o que pensamos ser o melhor para nós. Como diria o poeta, "cada escolha, uma renúncia, isso é a vida".
E a cada escolha que fazemos, perdemos algo. Isso não é, necessariamente, ruim. Eu posso escolher ficar em casa ao invés de viajar e, com isso, me livrar de um acidente.
Eu escolhi ficar em casa e renunciei ao divertimento, não é mesmo? Mas me salvei.
Bem, mas também fazemos más escolhas.
Eu me arrependo de uma coisa que fiz. Sempre lembrava disso, de como não devia ter feito nada, de como coisas que eu não queria aconteceram devido à minha -- péssima -- decisão. Muita gente acabou brigando, se afastando, e eu sentia falta.
Apesar de eu ter buscado uma reconciliação, não aceitei o meu erro de um todo (no momento), e não resolvi a desunião.
Os dias foram passando, e eu não me perdoava.
Afinal, a culpa era minha. Eu já conseguia ver tudo aquilo como minha culpa, totalmente: apesar de eu não ter incentivado o começo dela, eu pus em prática, não é verdade?
Então é preciso assumir os seus atos. Então era preciso que eu assumisse os meus atos.
Eu sofria, acredita? Não tanto, claro, mas quando eu recordava, eu me sentia mal. Uma sensação chata, que incomoda um bocado.
Eu não entendia como tinha agido daquele jeito. Eu não aceito atitudes como a que eu tive, não mais. Na verdade, nunca fui de acordo; e ainda assim, concordei, de certa forma.
Quando eu pude, quando eu consegui realizar que eu não precisava mais sofrer, que eu podia ter esse perdão, eu me perdoei.
Eu entendi que necessitava ficar bem comigo, ficar bem com o próximo. Isso significava ficar bem primeiro comigo. Ficando bem comigo mesma e me perdoando, não me acusando de todos os erros, eu também poderia ser perdoada.
Procurei, depois, a quem eu havia decepcionado. Não tive resposta.
Apesar de ter sido ignorada, eu estava com a consciência tranquila, não limpa -- porque o que está feito não pode ser desfeito, mas pode ser consertado.
Conciente da minha falta, eu tentei me retratar. Eu tentei não somente uma vez, tentei várias. Ainda assim, nada.
Quando eu vi que as minhas tentativas de reconciliação não estavam surtindo efeito, eu parei. Deixei o tempo dar a resposta.
E ele deu.
Na minha cabeça, Deus age divinamente.
Ele sabe que eu me enganei, que eu demorei a perceber, mas eu corri atrás do prejuízo. Ele agiu em mim.
Como eu não obti nenhuma reação do lado ofendido, Ele agiu nele.
Hoje eu estou me sentindo ótima, porque o verdadeiro perdão foi compravado. Porque não adianta perdoar e não querer mais ver aquela criatura. Que perdão é esse?
Perdoar só da boca pra fora é fácil demais, todo mundo consegue.
Perdoar verdadeiramente é passar uma borracha no que já foi e construir uma nova história.
É perdoando que se é perdoado.
Não queria mais que isso em troca, deseje somente o perdão. Não é preciso que ninguém se humilhe, que lhe agradeça por toda a vida... O perdão é um presente, um grande presente.
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Vou fazer uma analogia.
A vida é uma avenida. No seu percurso, existem algumas pequenas ruas que a cortam. E no meio da direção, alguns carros nos atrapalham, andam devagar demais pra nossa euforia; caímos em buracos e também conseguimos sair; batemos o carro e ficamos arrasados. Nós passamos a rua que queremos entrar e ficamos zangados por termos perdido a chance.
A gente tem o livre-arbítrio e, com ele, a opção de escolhermos o que pensamos ser o melhor para nós. Como diria o poeta, "cada escolha, uma renúncia, isso é a vida".
E a cada escolha que fazemos, perdemos algo. Isso não é, necessariamente, ruim. Eu posso escolher ficar em casa ao invés de viajar e, com isso, me livrar de um acidente.
Eu escolhi ficar em casa e renunciei ao divertimento, não é mesmo? Mas me salvei.
Bem, mas também fazemos más escolhas.
Eu me arrependo de uma coisa que fiz. Sempre lembrava disso, de como não devia ter feito nada, de como coisas que eu não queria aconteceram devido à minha -- péssima -- decisão. Muita gente acabou brigando, se afastando, e eu sentia falta.
Apesar de eu ter buscado uma reconciliação, não aceitei o meu erro de um todo (no momento), e não resolvi a desunião.
Os dias foram passando, e eu não me perdoava.
Afinal, a culpa era minha. Eu já conseguia ver tudo aquilo como minha culpa, totalmente: apesar de eu não ter incentivado o começo dela, eu pus em prática, não é verdade?
Então é preciso assumir os seus atos. Então era preciso que eu assumisse os meus atos.
Eu sofria, acredita? Não tanto, claro, mas quando eu recordava, eu me sentia mal. Uma sensação chata, que incomoda um bocado.
Eu não entendia como tinha agido daquele jeito. Eu não aceito atitudes como a que eu tive, não mais. Na verdade, nunca fui de acordo; e ainda assim, concordei, de certa forma.
Quando eu pude, quando eu consegui realizar que eu não precisava mais sofrer, que eu podia ter esse perdão, eu me perdoei.
Eu entendi que necessitava ficar bem comigo, ficar bem com o próximo. Isso significava ficar bem primeiro comigo. Ficando bem comigo mesma e me perdoando, não me acusando de todos os erros, eu também poderia ser perdoada.
Procurei, depois, a quem eu havia decepcionado. Não tive resposta.
Apesar de ter sido ignorada, eu estava com a consciência tranquila, não limpa -- porque o que está feito não pode ser desfeito, mas pode ser consertado.
Conciente da minha falta, eu tentei me retratar. Eu tentei não somente uma vez, tentei várias. Ainda assim, nada.
Quando eu vi que as minhas tentativas de reconciliação não estavam surtindo efeito, eu parei. Deixei o tempo dar a resposta.
E ele deu.
Na minha cabeça, Deus age divinamente.
Ele sabe que eu me enganei, que eu demorei a perceber, mas eu corri atrás do prejuízo. Ele agiu em mim.
Como eu não obti nenhuma reação do lado ofendido, Ele agiu nele.
Hoje eu estou me sentindo ótima, porque o verdadeiro perdão foi compravado. Porque não adianta perdoar e não querer mais ver aquela criatura. Que perdão é esse?
Perdoar só da boca pra fora é fácil demais, todo mundo consegue.
Perdoar verdadeiramente é passar uma borracha no que já foi e construir uma nova história.
É perdoando que se é perdoado.
Não queria mais que isso em troca, deseje somente o perdão. Não é preciso que ninguém se humilhe, que lhe agradeça por toda a vida... O perdão é um presente, um grande presente.
D17S20
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 amor, Deus, quimioterapia, tratamento, vidaAlguém sabe que a 20ª quimioterapia acabou? Acho que sim.
Eu começo a contar isso e já acho um absurdo... Foram vinte! E não foram vinte dias recebendo a medicação, foram múltiplos disso... Passa rápido, mas não passa.
Num dá pra entender, né?
A quimioterapia acabou no domingo, por causa do feriado do carnaval. Segunda-feira estava tudo de novo voltando à normalidade. Tira o acesso do porte, tira o adesivo que me machuca, posso dirigir...
E já no primeiro dia fiquei direto no trabalho e fui almoçar num restaurante que fica ali por perto.
Eu estava ficando agoniada com tanto abafado, um ventilador em cima de mim e a maior quentura no mundo, quando uma criatura vem -- depois de mil olhares: "Você faz algum tratamento?"
Como eu repito, não me importo em conversar com ninguém. Eu adoro!
Acho é bonito as pessoas se sensibilizarem... Essa doença une demais. Acho impressionante como todo mundo quer sempre dar uma palavra amiga, um apoio, atenção, amor: existe coisa mais linda?
Enfim, quando eu disse que sim, estava, ela completou: "Eu tive, e Deus me curou, não precisei fazer tratamento."
E aí vêm vocês, minha Fezinha querida, meu Pai querido, e nos contemplam com essa afirmação tão real.
Agora eu lembro da parábola da mulher que sangrava:
Eu começo a contar isso e já acho um absurdo... Foram vinte! E não foram vinte dias recebendo a medicação, foram múltiplos disso... Passa rápido, mas não passa.
Num dá pra entender, né?
A quimioterapia acabou no domingo, por causa do feriado do carnaval. Segunda-feira estava tudo de novo voltando à normalidade. Tira o acesso do porte, tira o adesivo que me machuca, posso dirigir...
E já no primeiro dia fiquei direto no trabalho e fui almoçar num restaurante que fica ali por perto.
Eu estava ficando agoniada com tanto abafado, um ventilador em cima de mim e a maior quentura no mundo, quando uma criatura vem -- depois de mil olhares: "Você faz algum tratamento?"
Como eu repito, não me importo em conversar com ninguém. Eu adoro!
Acho é bonito as pessoas se sensibilizarem... Essa doença une demais. Acho impressionante como todo mundo quer sempre dar uma palavra amiga, um apoio, atenção, amor: existe coisa mais linda?
Enfim, quando eu disse que sim, estava, ela completou: "Eu tive, e Deus me curou, não precisei fazer tratamento."
E aí vêm vocês, minha Fezinha querida, meu Pai querido, e nos contemplam com essa afirmação tão real.
Agora eu lembro da parábola da mulher que sangrava:
"E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de hemorragia. Ela padecera muito sob o cuidado de vários médicos e gastara tudo o que tinha, mas, em vez de melhorar, piorava. Quando ouviu falar de Jesus, chegou por trás dele, no meio da multidão, e tocou em seu manto, porque pensava: Se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada.
Imediatamente cessou sua hemorragia e ela sentiu em seu corpo que estava livre do seu sofrimento.
Jesus, reconhecendo que dele saíra poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes?
Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta? e dizes: Quem me tocou?
Ele, porém, olhava ao redor para ver quem fizera isto. Então, a mulher, atemorizada e tremendo, cônscia do que nela se operara, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade.
E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal. (Mar 5:25-34)
Imediatamente cessou sua hemorragia e ela sentiu em seu corpo que estava livre do seu sofrimento.
Jesus, reconhecendo que dele saíra poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes?
Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta? e dizes: Quem me tocou?
Ele, porém, olhava ao redor para ver quem fizera isto. Então, a mulher, atemorizada e tremendo, cônscia do que nela se operara, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade.
E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal. (Mar 5:25-34)
Se nós quisermos, se assim desejarmos, podemos conseguir.
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